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segunda-feira, 26 de abril de 2021

25 DE ABRIL - LIBERDADE




LIBERDADE


Ontem

Olhavas e fingias que não vias.

Os órfãos e viúvas de guerras inglórias

O desespero dos emigrantes clandestinos

As terras abandonadas ao sabor da fome

A força-sacrifício dos ideais feitos homens

Encerrados e torturados nas prisões do meu país.


Acordaste numa manhã de Abril

E ficaste arrepiado…


Porque nas nossas mãos 

O sangue era cravo rubro.

Nas nossas gargantas

O medo era um hino à Liberdade.

Os nossos braços,

Enlaçavam-se na esperança do momento.

Acordaste... 

E como quem muda de camisa

Puseste-te ao nosso lado.


Era o tempo

De fingires ser democrata.


Os anos passaram

Com a liberdade por companheira

Entre avanços e recuos, 

Fomos fazendo a nossa história

E tu

Como joio insidioso abafando o trigo

Ias minando a caminhada.

Encerrando escolas

Fechando fábricas

Cortando subsídios

Empurrando-nos para a emigração

Aprisionando os nossos sonhos

O desespero e desencanto

Fomentando a descrença

Entre o Povo



Agora largaste a máscara

E ameaças voltar.

Mas hoje

O povo conhece o sabor 

Da Liberdade.

Distingue-lhe o sal das lágrimas, 

O odor do sangue derramado

Daqueles que por ela

Deram a vida.


E não se deixa enganar! 


Elvira Carvalho

domingo, 26 de abril de 2020

25 DE ABRIL - DIA DA LIBERDADE









LIBERDADE


No verde dos campos te semeio
e de mim nasces como um rio
nas ruas te festejo e te premeio
no vermelho dos cravos te sorrio


No amarelo do sol que nos aquece
desenho um malmequer que não desfolho
e ao branco da lua que te esconde
atiro beijos aos teus olhos


No azul do mar em que me deito
oiço cantos de sereias sem idade
descanso-me na rocha, e já refeito
que em todas as cores te conquisto, Liberdade!



Maria Ermelinda Morgado in Mar de Abril editora Lua de Marfim


Maria Ermelinda Morgado é o verdadeiro nome da Maria Morgado do blogue  O Cheiro da Ilha 

sexta-feira, 21 de junho de 2019

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN - LIBERDADE


Liberdade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.


Vamos continuar com Sophia de Mello Breyner Andresen até 2 de Julho data do Aniversário da sua morte.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

25 DE ABRIL - DIA DA LIBERDADE






Liberdade

Meu sonho de menina
Na vida suspensa
Nas palavras amordaçadas
Vermelhas como sangue
Derramado
No cárcere da ditadura.
Eras a musa sonhada
Pelos poetas deste país
Amordaçado.
Mulher desejada e proibida
Nos sonhos dos homens
Do Minho a Timor.

Liberdade

Eras o farol procurado
Que todos acreditavam
Havia de os guiar
À libertação
Da longa e tempestuosa
Noite fascista.
Mas eras também
Semente a germinar
Coragem.
No corpo e alma das gentes
Do meu país.
À espera do momento certo.

Emergiste em Abril
Determinada
Nas mãos crispadas
Sobre as armas
De homens audazes.
A esperança e o sonho
Nos carros de combate
Rasgando as trevas da noite.
Liberdade
Enfim chegaste
Rubra como o sangue
Derramado
Nos campos de batalha.
Pacífica como um cravo
No cano de uma espingarda.

Elvira Carvalho

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

COM AS MINHAS PALAVRAS

  

 COM AS MINHAS PALAVRAS


Com as minhas palavras invento o Sonho
terá alma o Sonho?
Saberá dos milhares de crianças chorando
a fome
revoltados
pelo vento que arranca impiedoso
os frutos ainda verdes?

Com as minhas palavras invento a Vida
terá alma a Vida?
Saberá do silêncio dos que nascem
vivem
e morrem
no desespero da solidão?

Com as minhas palavras invento a Liberdade
terá alma a liberdade?
Saberá dos milhares de homens vivendo
dia após dia
hora após hora
a esmagar a raiva que martelam na memória.

Com as minhas palavras invento o Amor
Terá alma o amor?
saberá da indiferença dos que dormem
lado a lado
frustrados
na rotina agonizante do dia-a-dia.

Elvira Carvalho



Sem tempo para pesquisar novas poetas, deixo-vos com uma reedição.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

LIBERDADE

25 DE ABRIL.  SEMPRE.





LIBERDADE


Ontem
Olhavas e fingias que não vias.
Os órfãos e viúvas de guerras inglórias
O desespero dos emigrantes clandestinos
As terras abandonadas pelo terror da fome
A força sacrifício dos ideais feitos homens
Encerrados e torturados nas prisões do meu país

Acordaste numa manhã de Abril
Espantado
Porque nas nossas mãos
A revolta era cravo rubro
Nas nossas gargantas
O medo era um hino à Liberdade
Nos nossos braços enlaçados
A força da esperança no futuro.
Acordaste...
E como quem muda de camisa
Puseste-te ao nosso lado.

Era o tempo
de fingires ser democrata...

Com a Liberdade por companheira
Entre avanços e recuos
Fomos fazendo a nossa história
Mas como joio insidioso, 
Abafando o trigo
Ias minando a caminhada
Encerrando escolas, 
Fechando fábricas.
Cortando subsídios
Aumentando o desemprego
Empurrando-nos para a emigração
Aprisionando os nossos sonhos, 
No desespero e desencanto.
Fomentavas a descrença
Para desunir o Povo


Podes continuar a tentar.
Tal como a noite tenta todos os dias
apagar o esplendor do sol
Porque hoje
O povo tem mais
Do que o sonho e a esperança
Conhece o sabor da Liberdade
Reconhece o sabor a sal
Das lágrimas
O odor do sangue derramado
Daqueles que por ela, deram a vida.

E não se deixa enganar!

elvira carvalho


quinta-feira, 8 de março de 2018

8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER





MULHER

Mulher
Hoje como ontem, sonhas com o Amor
A liberdade, o respeito, a dignidade
O prazer e o orgulho de seres Mulher.
Mas hoje como ontem, és desprezada
Violada, espancada, escravizada
Mulher-rosa é tua vida sem perfume
Espinhosa na profissão e no lar.
Corpo e alma em chaga permanente.
E ainda assim, mulher-mãe
Continuas a carregar amorosamente
No ventre, 
Aqueles que te irão apunhalar..



Elvira Carvalho.  






quinta-feira, 21 de março de 2013

DIA 21 DE MARÇO - DIA DA POESIA

 

 COM AS MINHAS PALAVRAS


Com as minhas palavras invento o Sonho
terá alma o Sonho?
Saberá dos milhares de crianças chorando
a fome
revoltados
pelo vento que arranca impiedoso
os frutos ainda verdes?

Com as minhas palavras invento a Vida
terá alma a Vida?
Saberá do silêncio dos que nascem
vivem
e morrem
no desespero da solidão?

Com as minhas palavras invento a Liberdade
terá alma a liberdade?
Saberá dos milhares de homens vivendo
dia após dia
hora após hora
a esmagar a raiva que martelam na memória.

Com as minhas palavras invento o Amor
Terá alma o amor?
saberá da indiferença dos que dormem
lado a lado
frustrados
na rotina agonizante do dia-a-dia.

Elvira Carvalho



Para os amigos que no Brasil festejam o dia do Blogueiro, e para todos os que por aqui passam um excelente dia.