do chão fecundado da terra
ver raiar a aurora transparente
ser r´beira d´julion
em tempo de são João
nos anos de fartura d´espiga d´midje
E ser
riso
flor
fragrante
em cânticos na manhã renovada
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Lírios em mãos de carrascos
Amélia Dalomba
Biogradia
Amélia Dalomba, nasceu em Cabinda aos 23 de Novembro de 1961. Tem exercido actividades profissionais em diversas áreas do jornalismo, nomeadamente radiofónico e de imprensa. Publicou poemas e artigos no Jornal de Angola. Presentemente prossegue os estudos superiores de Psicologia.
É uma das poucas vozes femininas que no nosso meio literário demonstra um relevante interesse em trazer contribuições novas para a poesia angolana. A sua dicção poética insere-se, até este momento, numa das correntes visíveis entre os autores da Geração das Incertezas, a chamada Geração de 80.
Tal tendência ou corrente manifesta-se através de um ostensivo tratamento estético da relação que se estabelece entre o homem e a mulher. Nota-se o recurso a um despojamento vocabular denso do ponto de vista semântico, resultando daí aquilo a que poderia denominar uma poética corporal.
Sobre a poesia desta autora, Manuel Rui diz: " No sentir, o laboratório dos sentidos para escrita, percebe-se à primeira vista, que é mesmo feminino".
Amélia Dalomba é membro da União dos Escritores Angolanos em cujos corpos gerentes tem ocupado diversos cargos. Publicou: Ânsia (1995) e Sacrossanto Refúgio (1996)
Biografia DAQUI
África Inexplorada
Eu sou a parte de toda África
Ainda inexplorada
Onde batuque
Se auto musica
No orvalho terrestre
Nas aguas ainda mudas
Que correm a mutação
Das savanas e das pestes
Eu sou África ainda pura
Que nos seus campos virgens
Ainda adora o sol
E o canta pentatónica
Com a felicidade de existir
Sou África em cada pedaço de mim
E cada pedaço de mim a existir
Mupipi sobrevoando o grão
Urdindo o cântico litúrgico
Da utopia nas sementes
Marrabentando o futuro
Com mesmo sol dendêm
Das acácias e das palancas
Das palmeiras alcançando o céu
Eco ritmando o mistério e o feitiço
Da mãe ventrando a terra una
E da mão carne e alma de mulher
Eu sou a África profunda
Nos montes e ilhas
Que clamam os quatro ventos
Do sonho e dos horizontes
Que nos escorrem pelos dedos
No desacredito dos desertos
E das rochas esquecidas
Sou eu África fecunda
Que te escrevo
No sabor do lirismo que nos une
Na poesia dos povos
Neste exotismo de ânsias
Que nos sonha
Parte da África ainda inexplorada.
Tânia Tomé
biografia:
Tãnia Teresa Tomé nasceu a 11 de Novembro de 1981,na cidade de Maputo
Cantora, compositora e declamadora são as outras actividades que a identificam e que vai exercendo para além da actividade profissional[Analista de Risco de Crédito no Banco].É Licenciada em Economia e Pos-graduada em Auditoria e Controlo de Gestão pela Universidade Católica Portuguesa [Portugal,Porto].
Faz parte de uma antologia Palop, para além de participações em alguns boletins e jornais, é membro da AEMO [Associação dos escritores Moçambicanos], e faz parte de um Movimento cultural [100 critica] composto por artistas que promovem recitais de poesia e música tradicional e acústica em Moçambique [Meu país Amado].
Participou em alguns projectos de poesia e declamação,de referenciar 'Dentro de mim outra ilha de Júlio Carrilho' com Jaime Santos [Declamador Moçambicano], e participação na Feira da Voz no Franco-Moçambicano como Júri de Declamação e actuação com Eduardo White [Poeta Moçambicano], ganhou alguns prémios de poesia, e têm 'mão' alguns projectos para o futuro presente.
Esta aberta a critica construtiva, a reflexão, a opiniões variadas, e a conselhos.A vida é uma recta continua de aprendizagem, qualquer amadurecimento implica o reconhecimento de ainda necessitar de crescimento, e da consciência exacta de se ainda ser pequeno,mas não obstante ter uma tarefa enorme a cumprir: com a minha acção socio-cultural individual contribuir com o crescimento do meu País [MOÇAMBIQUE] e do mundo que me gira a volta.
' Escrevo,para que numa dimensão sem espaço e sem tempo, eu possa interagir comigo e com os outros. Promovendo cultura para todos, conscientizando pessoas, alimentando espíritos e fazendo emergir por momentos constantes e incessantes 'PRAXIS' E 'GNOSES'. Para que possa eu, ver de mim a crescer e aprender com tudo e todos os que me possam guiar. E com isso contribuir com o que tenho na alma e na mente para fazer crescer outrem, fazer crescer meu MOÇAMBIQUE, fazer crescer MUNDO '
Tânia Tomé
Fonte
Nascida a 30 de Abril de 1926 na cidade de São Tomé, Alda Graça do Espírito Santo, combatente da luta pela independência nacional, instruiu a nova geração pós independência, e pelas suas mãos de poetisa nasceram versos e rimas que sustentam o orgulho da República Democrática fundada em 1975. Uma referência nacional, que rejeita vanglórias e com humildade continua a batalhar pela conquista do progresso do país soberano.
Desde a juventude que Alda Graça do Espírito Santo vive na mesma residência na Chácara, arredores da capital São Tomé. Segundo ela só deixa aquele lugar quando for chamada para o eterno descanso no cemitério do alto São João.
Aos 83 anos, continua lúcida, inteligente, um verdadeiro depósito vivo de saber que continua alimentar gerações de são-tomenses. Foi professor da geração de são-tomenses, que gritou pela independência nacional.
Criou a primeira geração de jornalistas do país, e como poetisa imortalizou o massacre de 1953 no poema TRINDADE, que desde a independência nacional é recitado todos os anos e de forma arrepiante por uma voz feminina.
A poder poético de Alda graça está presente todos os dias, e em todos os momentos de São Tomé e Príncipe. O grito pela independência nacional, a unidade do povo no coro da esperança, é reflectido na letra do hino nacional de que ela é autora.
Membro do Governo de transição, como Ministra da Educação, Alda do Espírito Santo, foi também ministra da informação e cultura. Fez dois mandatos como Presidente da Assembleia Nacional Popular.
Criou a União dos Escritores e Artistas São-tomenses, onde continua a trabalhar na criação de novos valores para cultura literária são-tomense.
“Mataram o rio da minha cidade”, é uma obra de Alda do Espírito Santo, que desperta a atenção dos são-tomenses exactamente para a recuperação da capital e do rio que deu nome a toda a região de Água Grande.
Dados biográficos da autoria de Abel Veiga
Traduziu para crioulo o guião do filme Olhos Azuis de Yonta do cineasta Flora Gomes e participou na rodagem do mesmo filme como assistente de realização.
Participou na Anthologie de Literatures Francophones de l'Afrique de l'Ouest, Éditions Nathan, Paris, 1994.
Foi co-fundadora e é membro do Conselho de Redacção da Tcholona, Revista de Letras, Artes e Cultura.
Tem divulgado contos e poemas em jornais e revistas nacionais e estrangeiras.
2003 - Histórias e passadas que ouvi contar e No Fundo do Canto (edições portuguesas)
2006 - organizou a exposição Falas di Panus, em PUC Minas, onde se doutorou.
Biografia daqui