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terça-feira, 24 de maio de 2011

DIVA CUNHA

Em casa sozinha


Em casa sozinha
para matar meu desejo
leio poesias
não beijo
Me masturbo
e me contorço
leio poesias
não ouço
a voz
onda da pele clara
que aflora
sobre meus ossos
Em casa
entre coqueiros e arcos
ouço o desejo e passo
pelo fim do meu desejo
portas adentro atravesso
prendo sonhos entre paredes
minhas mãos prendem nos versos
os meus desejos inda verdes.



Diva Cunha




Biografia DAQUI






   Nascida em 10 de dezembro de 1947, em Natal, (RN), Diva Cunha está se revelando uma das principais poetas da contemporaneidade. Formou-se em Letras, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e fez a pós-graduação na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, defendendo a dissertação Dom Sebastião: a metáfora de uma espera. Foi professora de Literatura Portuguesa no curso de Letras da UFRN, até aposentar-se, e, atualmente, faz o curso de doutorado na Universidade de Barcelona, e integra os quadros da Universidade Potiguar, onde ensina História da Literatura do Rio Grande do Norte e Cultura Brasileira, temas que se tornaram objeto de inúmeras pesquisas.
Seu primeiro livro — Canto de página — revelou uma poetisa madura, com extrema capacidade de manejo do verso e com uma dicção própria. Os seguintes — Palavra estampada e Coração de lata — reforçam a noção de uma poética que trabalha a emoção e a razão, tentando atingir o equilíbrio possível entre elas. Seus principais temas poderiam ser assim resumidos: a poesia, a cidade, a mulher.



domingo, 1 de maio de 2011

1º DOMINGO DE MAIO - DIA DA MÃE

AQUELA MULHER É MINHA MÃE

Aquela mulher, com brilho no olhar,
firmeza inabalável,
passos apressados, voz forte,
desafiou a todos,
a si mesma desafiou muito mais,
nunca se deteve... avançou em paz.
É a mesma mulher que na solidão,
na pobreza ou na fartura,
dividiu tudo o que sempre conquistou.
Aquela mulher
que passou por cima da brasa
dos seus próprios medos,
caminhou enfrentando
a resistência do movimento
dos sem ideal,
dos sem meta, dos sem coragem...
Aquela mulher atravessou montanhas,
percorreu caminhos de pedra,
chorou em silêncio, sozinha, confiou,
mesmo quando lhe afirmavam
que o mundo ia desabar.
Aquela mulher
é minha mãe!
Ela não seguiu os sinais no caminho,
apontados para o fracasso,
sofreu, viveu,
viverá sempre,
em tudo ou toda obra,
porque vai deixar muito mais
para frente do que para trás.

Ivone Boechat

Biografia
Ivone Boechat de Oliveira é bacharel em Direito, pela Universidade Cândido Mendes; Graduada em Pedagogia e Pós-Graduada em Educação, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro; e Mestre em Educação e PhD em Psicologia da Educação, pela Wisconsin International University, dos EUA. É membro da Academia Duquecaxiense de Letras e Artes, em Duque de Caxias .
 Tem 16 livros publicados, e inúmeras palestras.

segunda-feira, 21 de março de 2011

HOJE É PRIMAVERA E DIA MUNDIAL DE POESIA





 Foto de EUDORA PORTO


Porque começa hoje a Primavera, mas é também o dia Mundial de poesia, mas sobretudo porque se apresentará hoje o PEC 4 no Parlamento, e todas nós mulheres e mães estamos muito preocupadas com a situação actual deste País que parece uma jangada  à deriva pelos mares da desilusão, resolvi postar hoje um poema de uma poetisa que já repete neste blogue, mas que acho muito a propósito. Maria José Areal. Para quem não conhece, e deseja saber mais sobre a autora é só procurar  aqui  .


JANELAS DE ESPERANÇA

Abram-se as janelas
Da esperança!

Neste tempo de desilusão
O mundo entulha-nos
Com pactos de desgraça,
Ondas de desdém,
Ventos de cobiça
Arremessando a esperança
Para o universo do sonho.
É o desamor
Que assola este tempo
No tempo de todos nós.

A criança caminha
Sem rumo certo,
O jovem não vê
As coordenadas do caminho
Os homens e as mulheres
Procuram na noite o abrigo
Para tamanha dor.

A incerteza cultiva a desgraça
E... não sabemos por onde ir.

Abram-se as janelas da esperança!


Maria José Areal  (do seu livro "À Deriva")

A TODOS OS QUE POR AQUI PASSAM, UMA EXCELENTE SEMANA

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA 8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER



 UMA MULHER


Uma mulher traz mãos estendidas e pulsos frágeis,
Mas suporta os pesos imprevisíveis da vida.
Traz uma urgência de amparo,
Sustenta um olhar firme e claro
Na obscuridade das ruas onde, às vezes, transita.
Traz o rosto entre lua e estrelas
E uma esperança que se levanta com o sol das manhãs.
Nos lábios, o gosto das maçãs,
E no riso, a aragem fresca da brisa.
Uma mulher possui, oculta e insuspeitada,
Uma força paradoxal,
Que pode ser mortal
Ou reordenar a vida.
Uma mulher traz a semente polinizada e nascida
Na aridez de qualquer tempo.
Traz uma referência de amor,
Dedos esculpidos para acariciar a flor
E um véu que lhe preserva o instinto.
Uma mulher traz um silêncio e uma explosão,
Um delírio e uma prostração,
E uma certeza que a torna triunfante.
Uma mulher traz uma vibração constante,
Uma busca por sentir-se livre
E um poder de inventar caminhos.
Traz os derradeiros carinhos,
O peito despojado,
E possui-se de ternuras.
Uma mulher acumula-se de procuras,
De persistências e de encantamento.
Uma mulher traz o sábio gesto de um momento
E uma luz projectada para o infinito!


Lúcia Barcelos
Porto Alegre


Biografia

POR MAIS QUE PROCURASSE NÃO ENCONTREI NENHUMA BIOGRAFIA DA AUTORA . SE ALGUM DOS AMIGOS QUE ME COSTUMA VISITAR SOUBER  ALGUMA COISA SOBRE A AUTORA AGRADECIA QUE ME INFORMASSE.