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sábado, 4 de agosto de 2018

ANA HATHERLY - AUTO RETRATO


Auto-retrato

Este que vês, de cores desprovido,
o meu retrato sem primores é
e dos falsos temores já despido
em sua luz oculta põe a fé.

Do oculto sentido dolorido,
este que vês, lúcido espelho é
e do passado o grito reduzido,
o estrago oculto pela mão da fé.

Oculto nele e nele convertido
do tempo ido escusa o cruel trato,
que o tempo em tudo apaga o sentido;

E do meu sonho transformado em acto,
do engano do mundo já despido,
este que vês, é o meu retrato.


Ana Harthely

7 comentários:

Janita disse...

Gosto desta escritora/poetisa, portuense, que resistiu aos desígnios do destino, sem esmorecer. Este Soneto, de Ana Hatherly,veio ao encontro daquilo que eu dela já conhecia.

Espero que o calor aí por baixo seja menos feroz, Elvira.
Ainda não são dez da manhã e já me sinto cansada, mas tenho de ir para a rua na mesma. Vim só dar por aqui uma vista de olhos. :)

Continuação de boas férias.
Abraço.

chica disse...

Linda poesia! Boas férias e que o calor dê uma trégua! bjs, chica

Cidália Ferreira disse...

Amei a poesia!Obrigada pela partilha!!

Destino incerto, por onde padeço. (Poetizando e Encantando)

Beijo e um bom fim de semana!

CÉU disse...

Olá, estimada Elvira!

Creio k não é a 1ª vez, que posta um poema desta escritora portuguesa, e faz mto bem, pke ela escreveu muita "coisa" e de qualidade.

Este soneto é triste, como foi quase toda a sua poesia. O retrato dela, nesta composição poética, revela uma dor oculta, desenganado da vida e dos sonhos, k parece nunca ter conseguido tornar realidade.

Beijo para todos e que a temperatura desça.

PS: não há novidades no meu blogue, estimada amiga!

rendadebilros disse...

Faz sempre bem à alma um belo poema! Sim, andámos por Lisboa, em consulta de controle. Está tudo bem encaminhado! Voltamos só em Outubro. É bom sinal. Beijinhos.

Manu disse...

Não conhecia este poema, mas gostei muito.

Abraço Elvira

lua singular disse...

Oi Elvira,
Uma linda e triste poesia que me emocionou.
A vida aqui Elvira está uma loucura e como moro no interior só vejo as barbárie pela televisão. Uma roubalheira total.
Adorei a poesia
Beijos
Lua Singular