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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ANA MARTINS


O ROSTO DA FOME
Que vergonha,
O rosto da fome
Tem olhos de criança,
Pele macia e mãos pequeninas,
E traja o presente
Com a cor da esperança
Que os seus olhos vestem dia-após-dia.
Esquecido e calado, vagueia à deriva,
Pela sorte enferma que lhe chora a vida.
Nas mãos, um punhado de restos
Tão mudo e tão mouco…
E o que sobra e que fica
É uma sombra oriunda
Da cegueira de todos!
Que vergonha,
O rosto da fome
Tem olhos de criança!
13/08/2011
Ana Martins

Quem acompanha este blogue sabe que não costumo repetir nomes, a menos que se justifique.
Ana Martins teve o seu espaço neste blogue  aquando da publicação do seu primeiro livro .
Não só porque acaba de ganhar um concurso de poesia, mas sobretudo porque o poema é muito belo, aqui está ela de novo. 

Para todos uma boa semana

8 comentários:

BRANCAMAR disse...

Olá Elvira,

Tão belo este poema da Ana!
É mesmo uma vergonha que "o rosto da fome tenha olhos de criança", ainda no século XXI.

Merecido prémio para a Ana.

Beijinhos
Branca

Sandra Puff disse...

Oi, Elvira
Quando é bom vale a pena ver novamente!
Ainda mais uma poeta premiada.
Parabéns para Ana e para você que está homenageando-a!
Um beijo...
Boa Semana

Sapatinhos da Dorothy

Ana Martins disse...

Elvira, amiga!
Que agradável e emocionante surpresa! Fico muito grata pela divulgação deste poema, não só pelo 1º prémio que ele arrecadou no concurso, mas sobretudo por permitir que este grito de revolta e alerta chegue mais longe ainda!

Beijinho,
Ana Martins

lis disse...

Oi Elvira
A Ana Martins é excelente escritora e uma poetiza que gosto muito de ler.
Tenho um livro dela .
O poema é uma denúncia do que assistimos pelo mundo e ela sabe como traduzir em versos.
Muito bem homenageada por voce,parabéns e obrigada pela partilha.
Vou visitá-la e cumprimentá-la.
abraços

Olinda Melo disse...

Sim,

Que vergonha,
O rosto da fome
Tem olhos de criança!

Poema intenso que foca um problema que nem devia existir mas que persiste...

Este poema é um alerta para uma luta que todos nós temos a obrigação de empreender.

Parabéns à autora.

Olinda

Fernanda disse...

Amiga Maria Elvira!

Tenho a certeza que sabe da enorme alegria que me dá publicando o poema vitorioso da nossa querida Ana.
O poema não e só belo mas também, na suavidade carismática das palavras de toda a obra da Ana Martins, fortíssimo e urgente.
Tenhamos todos vergonha pela fome que mata as crianças deste nosso Mundo, aos milhares por dia.

Obrigada
Abraço terno.

Anónimo disse...

Olá
Sei que sou a mentora do concurso de onde, este poema "o Rosto da fome" de Ana Martins, nasceu.
Só por isso sinto que cumpri um dever: levar os autores a produzirem mensagens de força, denunciadoras de mundos injusto e por isso nos terão que deixar inquietos.
Inquitemo-nos todss. O rosta da fame devia estar ausente dos nossos olhos, e muito mais dos das crianças.
Parabéns Ana!
Bam haja Elvira pela sua publicação.
Maria José Areal

Isamar disse...

Um poema que nos fala de um tema bem actual.No momento por que passamos, este é um problema que nos vem à mente com frequência.O aumento de impostos ao ritmo que vem acontecendo traz problemas sociais graves e este é um deles. As crianças e os velhos são sempre os mais atingidos, os que nos fazem sofrer quando vemos espelhadas nos seus olhos as necessidades que atingem o seu quotidiano.
Um grito, um alerta, um apelo prementes, hoje e sempre!

Beijinhos

Bem-hajas pela divulgação.

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