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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MARIA AZENHA












 
era o som da água da noite

era o som da água da noite
entrava no quarto  e cantava
através
de uma voz ausente

ao longe era um sino e um aquário
- que segurava  entre mãos -
tão  alvo,
tão incandescente,
que derramava ouro  pelo chão

vinha  com um nome de água  numa ânfora azul 
descendo  um rio  lilás 
na agonia de um  relâmpago

e era um muro de luz onde  floriam sílabas exatas

atravessava  minha mão  cheia de sombras
num girassol verde

dentro de suas máscaras há um silêncio perfeito


maria azenha 
 



Biografia AQUI

9 comentários:

✿ chica disse...

Mais uma linda poesia trouxeste.Gostei! bjs, chica

Angela Silva disse...

Que lindo :*

https://a-cacheada.blogspot.com.br/

Cidália Ferreira disse...

Maravilhoso!

Beijos

manuela barroso disse...

Mais uma poesia, mais uma ótima escolha.
A calma de um aquário nas mil cores da memória
Beijinho Elvira!

Isabel Mendes disse...

Sempre lindas poesias no seu blogue.
Bom fim-de-semana Elvira!
Beijinhos

Poções de Arte disse...

Fiquei encantada com a imagem do céu!
Sobre as romãs, ainda tenho dúvidas quando é para colher... Colhi uma mas não estava no ponto ainda. Se puder me explicar, agradeço. Fora isso, a fruta é só sementes... nunca tinha provado.

Abraços e feliz final de semana.

Donetzka Cercck L. Alvarez disse...

Linda demais,querida amiga Elvira.

Mais uma pérola que eu não conhecia.Um jeitinho todo especial e diferente de poetar.

Beijos sabor carinho e feliz domingo.

Donetzka

Blog Magia de Donetzka

Fernanda Maria disse...

Mais um poeta que desconhecia.
Sabe muito bem pintar com as palavras.

Vou agora ver a biografia.

Um beijinho amiga Elvira e boa semana

CÉU disse...

Olá, estimada Elvira!

Não conhecia a poetisa, nem nunca tinha ouvido falar do nome dela, mas a ser o real, acho-o muito apelativo, mto terra, mto solo e invulgar.

Pois, com Azenha no apelido, é natural que a escritora fale de água, de mar, de aquários, de movimentação e quase sempre empregue os verbos no tempo passa, pke as azenhas já são "coisa" do passado. Talvez, lembranças! Quem sabe!

Este poema (já estive a ler outros, tal como a Biografia dela) não é fácil de interpretar, em comentar, mas, dizem as pessoas k só os poetas, especialmente os eruditos, sabem o k escrevem e sobre o k escrevem. Acredito bem que sim, mas como tb dizem k o poeta é um fingidor, acabo por não ficar a conhecer os verdadeiros estados de espírito deles, k só a eles diz respeito, isso é verdade.

Voltando ao poema de Maria Azenha, julgo que se misturam, aqui, recordações de um tempo, de uma noite k já se foi, mas mto rica em visões e sensações. Um sino (aldeia), uma ânfora azul, um rio lilás, um muro de luz e sombras num girassol verde, não é para todos, contudo nas máscaras, naquelas que mtos usam, havia um silêncio aprazível, perfeitamente mudo e agradável.

Beijos e dias felizes.

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