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domingo, 6 de setembro de 2009

SOROR VIOLANTE DO CÉU





SONETO

Vida que não acaba de acabar-se,
Chegando já de vós a despedir-se,
Ou deixa, por sentida, de sentir-se,
Ou pode de imortal acreditar-se.

Vida que já não chega a terminar-se,
Pois chega já de vós a dividir-se,
Ou procura, vivendo, consumir-se,
Ou pretende, matando, eternizar-se.

O certo é, Senhor, que não fenece,
Antes no que padece se reporta,
Por que não se limite o que padece.

Mas viver entre lágrimas, que importa
Se vida que entre ausência permanece
É só viva ao pesar, ao gosto morta?

soror Violante do Céu


Biografia



Soror Violante do Céu (1602-1693) era uma freira dominicana que na vida secular se chamou Violante Montesino. Professou no Convento de Nossa Senhora do Rosário da Ordem de S. Domingos em 1630. Foi uma das poetizas mais consideradas do seu tempo, sendo conhecida pelos meios culturais da época como Décima Musa e Fénix dos Engenhos Lusitanos. É hoje um dos máximos expoentes da poesia barroca em Portugal. Aos 17 anos celebrizou-se ao compor uma comédia para ser representada durante a visita de Filipe II a Lisboa. Além do volume Rimas publicado em Ruão em 1646 e do Parnaso Lusitano de Divinos e Humanos Versos, publicado em Lisboa em 1733 em dois volumes, tem várias composições poéticas na Fénix Renascida.

Biografia retirada daquihttp://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/violante.htm

6 comentários:

Menina do Rio disse...

Mas a vida acaba por acabar-se, consumindo-se nesse viver.

Um poema muito bonito, Elvira
Fica com um beijo de amizade

Fernanda disse...

Amiga Elvira,

Lindo...adorei.

Beijos

pin gente disse...

atraem-me os sonetos, gostei muito!

vim agradecer-te a ajuda estás a dar-me.
bem hajas!
um abraço
luísa

mundo azul disse...

__________________________________


É muito lindo o soneto! Obrigada, querida Elvira, por compartilhar conosco...


Beijos no coração e o meu carinho!!!

____________________________________

Fernanda disse...

Amiga Elvira,

Presumo que só publicas um poema de cada autor, é assim não é???

Não sei se conheces este da Maria José Areal, vou-to passar no caso de não conheceres.

"Sinto-me apanhada
Pela fantasia da vida.
Germina dentro de mim
A possibilidade de caminhar
Com os pés desnudados,
Deixar o cabelo ao vento
Desprovido de laços ou enfeites
E o peito arregaçado
Até à ternura.
Levanto a saia
Até à cintura,
Entrego-me a esta areia
Branca
Molhada
E rebolo o corpo,
A alma
Até à borda do mar.

Quem se importa comigo?
O homem de cigarro no canto da boca
de olhar esvaziado?
O velho agarrado ao seu bastão
Que caminha junto ao paredão?
Talvez a Maria
Que se aproxima
E vê outra mulher
Que jaz na areia molhada
À espera que o Mar a venha buscar.


“Uma Maria”

Autor(a): Maria José Areal

Beijos

Deusa Odoyá disse...

Olá minha doce amiga Elvira.
Um lindo soneto, muita luz e paz.
Obrigado amiga, por essa sua forma de homenagear suas amigas blogueiras.
Adorei...
Beijinhos de muita luz, paz, amor e fé.
Uma semana de muitas realizações.
Regina Coeli.

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