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sexta-feira, 15 de maio de 2009

MARIA ALBERTA MENÉRES

(foto da net)

AS PEDRAS
As pedras falam? pois falam
mas não à nossa maneira,
que todas as coisas sabem
uma história que não calam.

Debaixo dos nossos pés
ou dentro da nossa mão
o que pensarão de nós?
O que de nós pensarão?

As pedras cantam nos lagos
choram no meio da rua
tremem de frio e de medo
quando a noite é fria e escura.

Riem nos muros ao sol,
no fundo do mar se esquecem.
Umas partem como aves
e nem mais tarde regressam.

Brilham quando a chuva cai.
Vestem-se de musgo verde
em casa velha ou em fonte
que saiba matar a sede.

Foi de duas pedras duras
que a faísca rebentou:
uma germinou em flor
e a outra nos céus voou.

As pedras falam? pois falam.
Só as entende quem quer,
que todas as coisas têm
um coisa para dizer.

Maria Alberta Menéres

Biografia


Nasceu em Vila Nova de Gaia em 1930. Formou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professora do Ensino Técnico, Preparatório e Secundário (1965-1973).Trabalhou na RTP como directora do Departamento de programas Infantis e Juvenis entre 1975 e 1986. Dedicou-se à poesia e à tradução e tem colaborado com artigos de opinião em vários jornais e revistas.A par da sua actividade poética, desenvolve um importante trabalho pedagógico no âmbito da educação literária infantil, publicando vários livros para infância e juventude incluindo poesia, contos, teatro, novelas e adaptação de clássicos. A sua obra para a infância, que conta no total mais de 70 títulos, é caracterizada pelo humor e pela poesia. Como poeta é habitualmente associada a um conjunto de escritores contemporâneos do polémico surrealismo português. Fez parte da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores, de 1973 a 1975. A partir de 1973, tem dirigido vários Encontros (ao nível das Câmaras Municipais, Escolas Primárias, Preparatórias e Secundárias e Escolas Superiores de Educação, por todo o país) entre alunos, entre professores e alunos simultaneamente – Encontros cujos temas são “O Ensino e a Poesia”, “Criatividade no Ensino” e “Leituras e Escritas”. Desde 1998 é Directora da revista “Super Bebés”. Foi Assessora do Provedor de Justiça, de 1993 a 1998, como criadora e responsável pela linha telefónica grátis “Recados da Criança”.Está representada em várias antologias nacionais e estrangeiras.E, ainda em 2002, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian, fez conferências sobre "Leituras e Escritas do Nosso Dia-a-dia", na intenção de uma descoberta e dinamização da Imaginação no nosso quotidiano, em 10 Câmaras Municipais, sob o título de "Re/visão da Matéria", a cerca de 200/300 Professores, em sessões de 4 horas.É cooperadora da SPA desde Outubro de 1983.

Biografia retirada da net.

10 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Teu bom gosto cultural se evidencia sempre nas tuas escolhas. Muito lindo!
beijos e um ótimo final de semana.

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.

(Charles Chaplin)

Hoje passando para desejar um final de semana com muito amor e carinho.
Abraços do amigo Eduardo Poisl

Rafeiro Perfumado disse...

Há quem diga que não só falam como choram. Que fazem chorar, tenho a certeza, pelo menos aquela que me partiu a cabeça quando eu era pequeno...

Beijo!

Sil disse...

[...]Quando você se torna mais sensível, a vida se torna maior. Ela não é um pequeno poço, ela se torna oceânica[...]
Osho

Parabéns por esse cantinho de sensibilidade e luz!

Ótima semana!
Beijuus!
Sil

Isamar disse...

Gostei muito do poema de Maria Alberta Menéres assim como gosto muito do que ela escreve no âmbito da literatura infanto-juvenil.
Parabéns pela escolha.

Bem-hajas!

Beijinhos

Menina do Rio disse...

Pedras são significativas. Podemos usa-las pra construir ou para destruir. Podemos tropeçar nelas, ou podemos nos desviar...

Elvira, obrigada pelo apoio em relação ao livro que tens me dado durante tanto tempo.

Não tenho palavras pra agradecer

Tem uma ótima 5ª feira e fica com Deus!
Beijo

Sonia Schmorantz disse...

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

Autor: Paulo Santana

Um lindo final de semana!
Abraço

duçura disse...

acho que cada pessoa pode escolher uma profissão mas a melhor de todas é ser um poeta.

cada um exprime os seus sentimentos em uma folha de papel e eu também quero fazer isso.

Anónimo disse...

gosto si

Anónimo disse...

gosto da musica deste sit

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