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domingo, 3 de maio de 2009

KÁTIA DRUMMOND

(Foto da net)

DIVINO AMOR


Quer seja do orgasmo a sintonia
e da fecundação a alegria,
não sei se é maior a dor do parto
ou a dor de entregar ao mundo a cria.
E é tanto, é tão profundo o sofrimento,
que o corpo-mãe vem a sentir por dentro,
que a aventurança da maternidade,
face a incerteza da vida lá fora,
à compaixão de mãe vira um tormento.
Ao coração de mãe vira maldade.


Ó Deus! Quizera nunca ter engravidado.
Nem mesmo nunca um dia ter parido.
Pois ter um filho e seguir rumo à morte,
deixando-o à deriva, à própria sorte,
é bem pior que um dia ter nascido.
Se em nome deste meu amor divino
eu bem pudesse reverter o tempo,
virar a roda-viva do destino,
e transformar, enfim, o saia em entre,
eu recolhia todos os meus filhos.
E, um a um, guardava no meu ventre.


Kátia Drummond já faz parte desta galeria de mulheres poetas, pelo que não vou voltar a incluir a biografia.


PARA TODAS AS MULHERES QUE POR AQUI PASSEM, DESEJO QUE TENHAM UM DIA MUITO FELIZ.

12 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Que lindo! Sempre poetisas especiais, e poemas especiais!
beijo e boa semana

Rafeiro Perfumado disse...

Eu não sou mulher mas também aproveito os teus votos, ok? Beijo!

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Olha,
a palavra parada;
Luta,
por letras ocultas;
Ouça,
os versos internos
Solta,
a nudez poética;
Escreva-se,
poesia
ao menos um dia,
Seja.

(Maísa)

Desejo uma linda semana com muito amor, esperança e carinho.
Abraços.
Eduardo Poisl

Serena Flor disse...

Deixo aqui um largo sorriso e um beijo bem grandão pra ti viu!

lua prateada disse...

Obrigada , é verdade sim amiga ninguém merece tal sacrífio...nossa vida...
Lindo teu poema...
Fica aqui o desejo de um lindo fds. vamos apreciar as pequenas coisas, pois um dia, talvez olhemos para trás e descubramos que foram essas as grandes coisas.
Beijinho prateado

SOL

Nuno de Sousa disse...

Mais um belo texto dessa bela escritora...
Mais um bom trabalho por aqui.
Bjs
Nuno

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?
(Oswaldo Montenegro)

Desejo uma semana com muito amor, carinho e saúde
Um grande abraço do amigo
Eduardo Poisl

elisabetecunha2008 disse...

Parabéns por sua sensibilidade bela!

Isamar disse...

Um poema muito bonito, amiga. Tardei em lê-lo mas o tema é intemporal. Mãe, a maior palavra que o mundo tem. O maior amor.

Bem-hajas!

Mil beijinhos

Úrsula Avner disse...

Oi Elvira, é um prazer conhecer o seu adorável cantinho de poesias. Esta poesia que vc publicou é muito bonita ! Cheguei ao seu blog através do Página para dois. Escrevo poesias para adultos e crianças. Espero que possamos manter contato dentro desta imensa rede de poetas do blogspot. Bjs.

Susana disse...

Elvira: Fiquei encantada com este blogue! Está um mimo, parabéns!

Aproveito para te convidar para participar na blogagem Aldeia da minha vida, na sequência da mensagem que deixaste no blogue da nossa amiga Lídia.

Conto contigo para partilhares connosco a aldeia da tua vida! Passa lá e inscreve-te!

Abraço, Susana

Susana disse...

Querida Elvira: Não é obrigatório seres natural de uma aldeia! Basta falar sobre uma aldeia que gostaste muito de conhecer. Não acredito que não tenhas nada a dizer sobre uma delas, sobre algo diferente e especial das aldeias que não encontras na tua cidade...tudo o que te apetecer falar , desde que a terra seja uma aldeia portuguesa.
Conto contigo para participar! Inscreve-te!

Bjs Susana

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