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sábado, 26 de janeiro de 2013

ROTINA



Hoje
à mesma hora de sempre, acordei;
estendi o braço
olhei o relógio
e levantei-me.

Hoje
à mesma hora de sempre, fui ás compras,
percorri os mesmos sítios, vi as mesmas pessoas
repeti as mesmas palavras, os mesmos gestos
é à mesma hora de sempre estava de volta.

Hoje
à mesma hora de sempre, almocei,
vi o mesmo programa de TV,
enquanto metia a loiça na máquina,
e pensava exactamente nas mesmas coisas de sempre.

Hoje
à mesma hora de sempre chegaste
trocámos o inevitável beijo
e dissemos um ao outro as mesmas frases,
e depois... como sempre ficámos calados.

Hoje
à mesma hora de sempre, jantámos
e depois como sempre saíste
e eu fiquei à tua espera frente à Televisão,
mais confusa do que a Laura da Vingança.

Hoje
à mesma hora de sempre, fizemos amor
ou executámos apenas um velho hábito?


elvira carvalho

29 comentários:

lis disse...

Oi Elvira
Mesmo de férias estou dando umas passeadinhas pelos blogs e gostei muito da poesia.Uma poeta de mão cheia tu és!Parabéns.
Gosto de rotinas
Entretanto, mudanças são necessárias _ cuidemos pra nao cair nos' velhos hábitos',
bom sábado Elvira

Severa Cabral(escritora) disse...

BOM DIA MINHA AMADA !!!!!
AMO O CHEIRO DO TEU POETAR,AS TRAMAS DAS TUAS ESCRITAS TE FAZ UM SER DE SENSIBILIDADE MAIOR ...LINDO ESSE POEMA ...
BJS DE FINAL DE SEMANA !

Evanir disse...


Estou a 7 anos na blogosfera : A viagem é o casula
hoje completando 2 anos de vida.
Quantos momentos alegres e triste também
faz parte da nossa jornada.
Deus permita muitos anos de vida para mim e meu blog
um mundo fantástico.
Onde nossas amizades sem face completa de maneira
sobrenatural minha vida.
Obrigada pelo seu carinho por fazer parte da minha caminhada
muitas vezes cansada ou meu caminhar um pouco mais lento.
Hoje deixo na postagem mil carinhos para você
um mimo desse dia feliz.
E o sorteio de mais 2 livros meus não
importa qual Pais será ganhador receberá com certeza com muito amor.
Pode até pensar porque sorteio tantos livros meus não é mesmo?
Por ele ser bom e de alguma forma deixar um pouco de mim para vocês.
Meu eterno carinho.
Um feliz final de semana.
Beijos na alma e no coração.
Evanir.

LUZ disse...

Olá, estimada Elvira!

Por que não escreve poesia?
Acha que se sente melhor na narração, nos contos. Olhe, digo-lhe, sinceramente que as poesias que tenho lido suas, são muito realistas e contam-nos o cotidiano de uma maneira muito bela e simples.

Estão bem estruturadas, as estrofes bem arrumadas (aqui, fez o esquema, 4, 4, 2) e, semanticamente, muito agradáveis.

Então, tudo à mesma hora! Que "chatice", que tédio! Isso, chama-se rotina, que, por vezes tem de ser assim. Há horários a cumprir, enfim, transportes para apanhar, reuniões com hora marcada, mas AMOR com hora marcada, ou à mesma hora de sempre, não será, também, uma forma de rotina?

Essa rotina, eu não conheço, nem partilho, porque não me lembro de me relacionar intimamente, fazer amor, de noite.
É uma confissão, que se tornará pública, mas só estou a dizer a verdade.

A noite é para dormir, ou então parte dela para ler, escrever, mas amor...?

Bom fim de semana.
Beijinhos para todos.

Ana Martins disse...

Maravilhoso este poema, Elvira!

Beijinho,
Ana Martins

FATIMA WINES disse...

Muito bem!
Não tenho o talento da Luz, mas, o seu poema está deveras bem construido.Fala da vida, das rotinas,... com toda a naturalidade.
Abraço,

Mel disse...

Estou agora a descobrir este maravilhoso blogue, e permita-me que lhe diga que tem uns poemas divinais.
Continue,

Beijinho

Isa Lisboa disse...

Instala-se sem nós notarmos...

Nádia Santos disse...

A rotina chega mansamente e vai acontecendo, vamos nos habituando a ela ficamos tão íntimos dela que quando percebemos tudo vai se tornando chato, sem graça... Temos que ousar, nem que seja um pouquinho, quebrá-la, assim o dia ficará mais agradável. Bela construção. Um carinhoso abraço.

Maria Emilia Moreira disse...

Olá Elvira!
Desejo que essa rotina não se instale de vez, pois que a vida assim tornar-se-á uma chatice medonha e pode acabar mal. O que acabou bem , e muito bem por sinal, foi a transposição para um poema fabuloso dessa Rotina. Parabéns sinceros.
Abraços.
M. Emília

Dorli disse...

Oi Elvira
Só os jovens não sente a rotina da vida, de repente nos deparamos lavando louças, almoçando a mesma hora, conversando com as mesmas pessoas. É uma rotina cruel, mas podemos dar uma amenizada, fazendo acontecer outras coisas: passear em lugares diferentes, ensinar o marido a fazer as atividades diárias, dormir em quartos separados e acordar grudadinho com o seu amor. É só inovar
Bom domingo
Beijos
Lua Singular

rosa-branca disse...

Olá Elvira, pode ser rotineiro, mas o poema é muito belo. Gosto dos contos que escreve, mas em poesia também é maravilhosa. Adorei. Beijos com carinho

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida Elvira

Um poema que me falou tanto à alma, por ser tão verdadeiro.
Por vezes do fogo apenas restam as cinzas e um pouco de silêncio.
Adorei ler-te.


Um beijinho com carinho
Sonhadora

✿ chica disse...

Incrível expressão de uma rotina, até no amor. LINDA!!! beijos,tudo de bom,chica

Lu Nogfer disse...

Amiga!

Que deliciosa rotina expressada e belissimos versos!
Lindo poema!

Beijos

MARILENE disse...

Não é fácil fugir da rotina nos relacionamentos duradouros, na vida profissional, familiar... Eu diria até que ela não é ruim quando nos sentimos bem. Triste é quando os sentimentos deixam de florescer e o coração reclama de solidão. Bjs.

Ives disse...

Suas palavras tem o leve toque da poesia, em sentido de canções e hinos marcantes, internamente! abraços

ti em mim disse...

obrigado pelo comentário no meu texto "o sem-abrigo" no "letras no caminho".
gostei muito deste poema. faz questionar até que ponto faz sentido uma vida comandada pela rotina.

Idanhense sonhadora disse...



Olá Elvira , espero ter finalmente chegado a si .Tenho andado à sua procura pois queria convidá-la para o lançamento do meu livro. Mas não me tinha ocorrido , no meio da excitação que foram estes dias, que podia ter algum blogue .Afinal até tem mais e muito bons .Adorei este poema e a partir de hoje vou andar por aqui ...
Beijinhos
Quina

Maria Rodrigues disse...

Minha amiga pior do que a rotina, é quando ela é quebrada pelas surpresas desagradáveis e dolorosas da vida. Lindo poema.
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria

Papoila disse...

Olá amiga Elvira!
Obrigada pela visita. É verdade, várias circunstâncias da vida afastaram-me do meu campo, mas aos passinhos vou voltando. Adorei a sua visita.
Este poema é uma maravilha. Gostei imenso da volta poética que deu à rotina:). Vamos encontrarmo-nos mais vezes.
Beijo

Papoila disse...

Amiga Ana Martins:
Aos passinhos regresso ao meu "campo" há tanto abandonado e visito os amigos!
Magnífico poema! Quem assin canta, voa e faz-nos voar com as palavras.
Beijo

Maria Lucas disse...

Já passei por isso...e não parece, mas dói. Gostei do teu blog. Vou voltar mais vezes.

Fabrício Santiago disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do Blog Rosa Solidão. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs

Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.

Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

Olinda Melo disse...


Olá, Elvira

Gostei muito deste seu poema, Elvira.

Descreve-nos o quotidiano de muitas pessoas que entram num processo rotineiro em que até mesmo o amor se torna, como bem interroga, num velho hábito.

Bjs

Olinda

manuela barroso disse...

Este poema fez naascer em mim "A Luísa" do Gedeão.Está fabuloso Elvira! Porventura dos mais belamente realistas no retrato de tantas!
Fica a minha admiração e quero acreditar numa promessa sua para me deleitar!
Bji!

António Jesus Batalha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António Jesus Batalha disse...

Amiga Elvira Deletei o comentário porque me enganei. A rotina pode causar ou melhor causa solidão, e o melhor é quebrar a rotina com alguma coisa nova, é algo que temos de lutar, ficar calado é muito mau nem que se diga algumas baboseiras. São bancos de devemos arrumar e não nos sentarmos neles.
Tudo de bom
António.

luna luna disse...

as rotinas que muitas vezes fazem das relações algo frio e sem sentido, de uma forma poetica retratas a vida de tantos nós
beijinhos

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