se tudo ainda é pouco
se tudo ainda é lento
se tudo quanto calo raro arrebento
se tudo é partida golpe buzina
se tudo é café com pão ao meio-dia
se tudo o mais é filé com aspirina
na poça d’água do meio-fio
eu ao meio partida ouso
o impossível:
um fio de futuro na janela
entre o pôr do sol e a lua
esgarça a fina camada do dia
(e isso ainda é pouco
o mais ainda me alucina)
no vidro fosco da janela
o sorriso de Ariadne me vigia
nas suas níveas mãos a noite
e nas minhas
às minhas
expensas
apenas
ases e copas
asas de janela
e o sol
Biografia e outros poemas aqui
AQUI
AQUI
