Por dentro um silêncio incomodo,
da janela vi uma mulher arrastando garrafas
numa noite fotográfica
por hábito, abandono os dias medíocres nas fendas do chão
enquanto não ouço vozes
enquanto não arranco as minhas asas
por fora, várias vezes absorvi um turbilhão de sons
e perdi a retaguarda, o prolongamento dos tendões
sequer alcançou os joelhos
por alguma razão, a cortina regula a luz de fora,
e nas paredes, projeções surrealistas
bordam o esvaziamento de garrafas
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