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quinta-feira, 22 de julho de 2010

ANA ELISA RIBEIRO

Ciuminho basico

escuta

calado

a proposta rude

deste meu

ciúme:

vou cercar tua boca

com arame farpado

pôr cerca elétrica

ao redor dos braços

na envergadura

pra bloquear o abraço

vou serrar teus sorrisos

deixar apenas os sisos

esculhambar com teus olhos

furá-los com farpas

queimar os cabelos

no pau acendo uma tocha

que se apague apenas

ao sinal da minha xota

finco no cu uma placa

"não há vagas, vagabundas"

na bunda ponho uma cerca

proíbo os arrepios

exceto os de medo

e marco no lombo, a brasa,

a impressão única do meu dedo.

A poetisa apresentada por ela própria no "Portal literal"

Nasci em Belo Horizonte, na madrugada de 27 de agosto de 1975. Sou mineira convicta, mas também não tive muita opção. Todos os impostos absurdos que meu pai pagou foram convertidos em educação estadual, municipal e federal para os quatro filhos, inclusive eu, que me formei em Letras na UFMG, fiz mestrado em Lingüística e vou cursando, sacrificadamente, meu doutorado na mesma área. Mas a faculdade não me fez gostar de literatura mais do que eu já gostava, quando lia em média cem livros por ano durante a adolescência. E não eram infanto-juvenis paradidáticos. Eram aqueles nomes que a literatura conhece e dá aval. Chorei quando li "Germinal" e quando li "Grande Sertão: Veredas", depois, nunca mais. Escrevo para mim desde que ganhei uma agenda do Garfield, em 1986. Em 1993, um namorado leitor me disse que o que eu escrevia não era muito ruim. Publiquei um poema, pela primeira vez, no maior jornal mineiro, em 1994. Gostei do sabor de ver minhas idéias devassadas. Publiquei um primeiro livro, o "Poesinha", em 1997. O segundo livro veio pela Ciência do Acidente, "Perversa", em 2002. Em 2003, produzi a obra-prima da minha vida, o Eduardo, em co-autoria com Jorge Rocha, escritor fluminense e sedutor de escritoras. Desde que o Edu nasceu, venho gestando uns contos, também sob influência da literatura irônica e fina da Ivana Arruda Leite. O próximo livro se chama "Meu Amor é Puro Sangue", a sair pela editora Altana. Os poemas me fugiram, embora, às vezes, me dê uma sensação de formigamento nas mãos. Os minicontos têm sido mais parecidos com as convulsões que me acometem vez ou outra. No momento, estou lendo Ivana Arruda Leite, para refrescar minha memória de mulher.


4 comentários:

lua prateada disse...

Coisa maravilhosa por contorno eléctrico á sua volta...nunca tinha pensado nisso...
Maravilhosa música...
Beijinho prateado

SOL

Clecilene Carvalho disse...

Bommmmmmmm DIAAAAAAAA!


Este mês comemoro um aninho do meu blog e como vc faz parte desta festa vim oferecer, de coração, o meu selinho de comemoração!
BEIJOS

Ney Martins disse...

Defecas pelos dedos!

Paulo de Andrade disse...

Quem é você? tão linda, tão nua,
Despida diante do meu olhar,
A caminhar pela areia da praia,
Sem mesmo se intimidar.

Quem é você? lourinha,
Tão menina, tão mulher,
Que se exibe nua,
Pra quem quiser te ver.

Como você se chama?,
Seu nome quisera saber,
Aparentemente uma menina,
Num lindo corpo de mulher.

Sua rosa flor a mostra,
Este verso pode me inspirar,
Esse corte profundo,
Diante do meu olhar.

Faz meu coração sentir,
Um grande amor,
Minha mente se sente dominado,
Apaixonado estou.

Pela sua beleza nua,
Que me deixa mais ainda inspirado,
Impossível não te desejar,
Em te ver pra sempre do meu lado.

Como poeta descrevo seu corpo,
Faço do meu verso uma canção,
Mesmo sem saber cantar, canto,
Em pensamento essa inspiração.

Sua boca sem dente me excita,
Quero você minha felicidade,
Não por um dia, eternamente,
Nunca pela metade.

Que esta poesia apimentada, ardente,
Te deixe na verdade,
Mais contente excitada de desejo,
Por toda eternidade.

Num abraço o meu beijo,
Te faça muito me querer,
Por amor te faço de menina,
Uma grande mulher.

Que esse meu sonho,
Possa nunca se esgotar,
E eu te ame o bastante,
Pra te fazer muito me amar.

Inspirado na sua beleza nua,
Descrevo meu sentimento,
Meu coração bate forte,
Só de te ver a cada momento.

Completamente nua,
Diante do meu olhar,
Após assistir o vídeo,
Que você se exibe sem se intimidar.

Como num sonho te imagino aqui,
Em minha cama nua disposta a se doar,
Pro homem nesse dia apaixonado,
Que te espera pela minha porta entrar.

Toda madrugada aqui estou,
Sozinho entre a multidão,
Como um poeta te dedico,
Esta mesma inspiração.

Inspirada ao te ver nua,
Diante do meu olhar,
E eu nessa imaginação,
Sinto muito te amar.

Seria um amor imaginário,
Que vivo a sonhar,
Depois de assistir um vídeo,
Amando pude estar.

Uma linda lourinha,
Na praia a caminhar,
Completamente nua,
Diante do meu olhar.

Do poeta: Paulo de Andrade

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