ALEGRIA NA SIMPLICIDADE DO NATAL
A ULTIMA PRENDA DO MENINO JESUS
"O Menino Jesus, já cansadinho

De tanto andar por cima dos telhados,
Descalçou os sapatos apertados
- Eram novos - e pô-los no caminho.
Nisto, sentiu ruído ali pertinho...
Trepou à chaminé com mil cuidados,
E que viu? - Dois tamancos esburacados
E, ao pé deles, rezando, um petizinho.
O Menino Jesus que faz então?
Sem ter nenhum brinquedo ali à mão,
Desses que tanto agradam aos garotos,
Troca os sapatos pelos do petiz.
- E depois vai ao Céu mostrar, feliz,
À Virgem Mãe os sapatinhos rotos..."
(Poema de Adolfo Simões Müller)
Esta é a minha participação na XI Interação Fraterna de Natal, da amiga Rosélia
Gosto deste poema que me recorda a minha infância quando ninguém falava nas prendas do Pai Natal, mas sim do Menino Jesus. Daí ter trazido um poeta para um espaço que durante 12 anos pertenceu só a poetisas