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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

MARIA DA LUZ PEDROSA


É Natal


 É Natal e por esse Mundo,

 Quantos Corações sem Esperança

 Quantas Lágrimas Rolando

 Num Rostinho de Criança


Quanta Criança Descalça
,
 Rotinha, Magra, Faminta
,
 Apelando para o Mundo 

Na Rua Estende a Mãozita…


 Ah se eu fosse Poderosa

 Bem Mais do que um Simples Ser,

 Não Haveria no Mundo

 Uma Criança a Sofrer 


Por isso meu Bom Jesus

 Quando o Sino Badalar 

Vou fazer uma Oração 

Tua Imagem Adorar 


Pedirei Paz para o Mundo

 Muito Amor para os Pequeninos

 Alegria para os que Choram

 E Pão para os Pobrezinhos


 E Ajudando os que Sofrem

A Cada um Dando a Mão

 Passaremos um Natal

 Com mais Paz no Coração



Maria da Luz Pedrosa

domingo, 25 de novembro de 2018

LUÍSA DUCLA SOARES

Até ao fim do Ano, o Natal andará por aqui. Espero que gostem. Luísa Ducla Soares já é da casa, pelo que se quiserem conhecer mais sobre ela basta utilizarem a caixa de pesquisa.










Dia de Natal



Hoje é dia de Natal
Mas o Menino Jesus
Nem sequer tem uma cama,
Dorme na palha onde o pus.

Recebi cinco brinquedos
Mais um casaco comprido.
Pobre Menino Jesus,
Faz anos e está despido.

Comi bacalhau e bolos,
Peru, pinhões e pudim.
Só ele não comeu nada
Do que me deram a mim.

Os Reis de longe lhe trazem
Tesouro, incenso e mirra.
Se me dessem tais presentes,
Eu cá fazia uma birra.

Às escondidas de todos
Vou pegar-lhe pela mão
E sentá-lo no meu colo
Para ver televisão.

Luísa Ducla Soares

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

MANUELA MARGARIDO

Depois de Alda Espírito Santo, Olinda Beja, Conceição Lima, continuo na poesia S. Tomense, com Manuela Margarido


                                         S. Tomé e Príncipe






ALTO COMO O SILÊNCIO


A ilha te fala
de rosas bravias
com pétalas
de abandono e medo.


No fundo da sombra
bebendo por conchas
de vermelha espuma
que mundos de gentes
por entre cortinas
espessas de dor.

Oh, a tarde clara
deste fim de Inverno!
Só com horas azuis
no fundo do casulo,
e agora a ilha,
a linha bravia das rosas
e a grande baba negra
e mortal das cobras


Manuela Margarido


Biografia AQUI

domingo, 11 de novembro de 2018

CONCEIÇÃO LIMA


                                                Conceição Lima

Depois de Alda Espírito Santo, e Olinda Beja, eis-me de novo na poesia de S. Tomé, desta vez pela pena de Conceição Lima. 



Inegável

Por dote recebi-te à nascença
e conheço em minha voz a tua fala.
No teu âmago, como a semente na fruta
o verso no poema, existo.
Casa marinha, fonte não eleita
a ti pertenço e chamo-te minha
como à mãe que não escolhi
e contudo amo.


Digo em Surdina o Teu Nome

Digo em surdina o teu nome e solto um
pássaro
Escondida na minha voz, ancorada na luz
da insónia.
Afugento agoiros para esconjurar a erosão
da profecia.
Os anjos desertaram ou fui eu que roubei
as suas asas?

Biografia:
Conceição Lima. Nascida em Santana, ilha de São Tomé, São Tomé e Príncipe, a 8 de Dezembro de 1961. Jornalista de profissão, tendo exercido vários cargos de chefia nos órgãos nacionais de comunicação social, incluindo o de directora da TVS, Televisão São-tomense. Durante vários anos, foi jornalista e produtora dos Serviços de Língua Portuguesa da BBC, baseada em Londres. Licenciada em Estudos Africanos, Portugueses e Brasileiros pelo King’s College of London, com o grau de mestre em Estudos Africanos, pela School of Oriental and African Studies, SOAS, de Londres. Publicou O Útero da CasaA Dolorosa Raiz do Micondó e O País de Akendenguê pela Editorial Caminho, de Lisboa. Em 2015, publicou Quando Florirem Salambás no Tecto do Pico. Está traduzida para o alemão, o árabe, espanhol, francês, inglês, italiano, turco, servo-croata e shona.




 Poema e biografia retirados DAQUI