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segunda-feira, 19 de março de 2018

DIA 19 DE MARÇO - DIA DO PAI

MEU PAI

“Gosto de rever
a imagem forte do meu pai,
tremendo o assoalho
ao caminhar.
É doce me lembrar
como se temia
quando ele perdia
a abotoadura,
o guarda-chuva,
a chave de fenda!
Hoje é lenda
a figura enigmática,
a disciplina dura,
a rotina sistemática.
O pai não morre,
ele corre na frente
pra levantar o segredo do véu
e guardar pra gente
o lugar mais estrelado do céu.”
Autor: Ivone Boechat

Ivone Boechat  já faz das poetisas deste espaço. Quem quiser conhecer melhor é só pesquisar ali na sidebar

terça-feira, 13 de março de 2018

IVANA MARIA FRANCO RIBEIRO.





Contrastar

Olho pro mar e vejo o céu
O embaixo está em cima
E em cima está embaixo
Entre o céu e o mar está o meu caminhar
As árvores da minha cidade estão florescendo
A praça onde estou é paragem de crianças
Estamos em pleno mar – diria Castro Alves
Estamos em pleno mar de carros
Olho para a esquerda e vejo longas filas de carros
Olho para direita e a cena é a mesma
Dentro dos carros as vidas quase mortas
Suspiros ofegantes
Smarthphones são oásis
Ora riem
Ora choram
Às vezes profundamente
Poucos são os risos
Raríssimas as gargalhadas
É raro ver alguém cantando nesse estacionamento a céu aberto
A solidão, amigo, é devastadora


Biografia e outros poemas, AQUI

quinta-feira, 8 de março de 2018

8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER





MULHER

Mulher
Hoje como ontem, sonhas com o Amor
A liberdade, o respeito, a dignidade
O prazer e o orgulho de seres Mulher.
Mas hoje como ontem, és desprezada
Violada, espancada, escravizada
Mulher-rosa é tua vida sem perfume
Espinhosa na profissão e no lar.
Corpo e alma em chaga permanente.
E ainda assim, mulher-mãe
Continuas a carregar amorosamente
No ventre, 
Aqueles que te irão apunhalar..



Elvira Carvalho.  






terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ISABEL PEREIRA ROSA



Eu queria tantos amigos como outrora
Quando a minha mãe dizia: conhecidos!
Ainda assim a casa enchia-se de risos
E eu na minha juvenil sabedoria
Acreditava que seria sempre assim p’la vida fora.
Alguns ficaram p´lo caminho:
Morte morrida, morte em vida, afastamento,
Mas outros ainda vivem, longe ou perto,
Dentro ou fora de mim,
À distancia de um clique ou de um pensamento.
Por vezes, há alguém que nos reúne
E brindamos ao futuro, à amizade,
A essa força aglutinadora
Que nasce nos momentos de saudade.
Saudade de tudo aquilo que perdemos
E daquilo por que passámos sem olhar
Saudade de tudo em que acreditámos
E não conseguimos mais acreditar.
Mas é uma palavra sempre viva:
A amizade não morre, só madorna
E tal como o filho pródigo volta a casa
Num dia de saudade, o amigo torna.


BIOGRAFIA

Isabel Pereira Rosa nasceu em 1954, na Tojeira, uma aldeia situada nas faldas da Serra de Montejunto, no distrito de Lisboa, em Portugal.
Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e especializou-se em Ciências de Educação, na Área de Educação Especial, na Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação de Lisboa.
Trabalhou em importação/exportação, traduziu livros e foi professora de Língua Portuguesa, de Inglês e de Ensino Especial em várias escolas do país.
Em 1998, publicou o livro de ficção “Folhas Soltas”; em 2000, o livro infantil “O Tesouro da Serra de Montejunto; em 2003, “Sozinho (s)em Casa”, também infantil; em 2009, “Memórias de uma Professora”; em 2011, o romance “A Substância do Tempo”; em 2014, o romance “Diário da minha Loucura”. Publicou ainda vários contos e poemas, em boletins, revistas literárias e antologias.
Na rede social Facebook, publica regularmente excertos das suas obras na página Isabel Pereira Rosa – Poesia e Prosa.
Em 1987, recebeu o 1.º prémio do Concurso Literário Biblioteca da Nazaré, com o conto “Norte”; em 2009, recebeu uma menção honrosa, com o conto “Idade não é Velhice”, nos VII Jogos Florais de Avis.

FONTE A