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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CARMEM CECÍLIA

SEM MEDIDA


Meu amor por ti é sem medida
Não tem nada de comedido
Ou de arrependido
Você é meu sexto sentido em todos os sentidos

Não há distancia, pois nada nos distancia
Nem ao menos a geografia
Buscamo-nos a cada momento
Seja na fotografia ou no pensamento

Temos ligações cármicas.
Não importa se atravessamos o Atlântico
Nossos beijos têm o gosto salgado
Do oceano e do rosto de lágrimas molhado

Visualizo a todo instante teu ser
E tu vens como num sopro me rever
Nossos corpos unem-se num intenso prazer
Pois a alma nos enleva e tudo releva

E assim nos buscamos a cada instante
E nessa telepatia frequente 
Vamos seguindo em frente
Até sermos um do outro novamente.
                                                                             
Para sempre doravante!


Carmen Cecília





Biografia AQUI



terça-feira, 7 de novembro de 2017

SILVANA DUBOC








Me encante com uma certa calma


Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar…

Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.

Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.

Me acarinhe se quiser…
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.

Me encante com seus olhos…
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar…

E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar…

Me encante com suas palavras…
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.

Me encante com serenidade…
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.

Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.

Me encante como você fez com o seu primeiro namorado…
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.

Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou em baixo da chuva….

Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre…
Mas, me encante de verdade, com vontade...

Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por todos os dias…
Pelo resto das nossas vidas!!!


Silvana  Duboc


Biografia
Silvana Duboc é uma escritora brasileira.


Bem que eu gostaria de ter uma biografia desta autora, mas por mais que pesquisasse só encontrei essa frase, dezenas de poemas, alguns textos poéticos, pensamentos, e vídeos.






sábado, 28 de outubro de 2017

ALDA LARA - RUMO






RUMO



É tempo, companheiro!
Caminhemos ...
Longe, a Terra chama por nós, 
e ninguém resiste à voz 
Da Terra ...

Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma Terra nos gerou!

Vamos, companheiro ...
É tempo
 
Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas 
e ao prazer dos teus prazeres 
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam 
para estreitar com amor
as tuas longas mãos negras ... 
E o meu suor 
se junte ao teu suor, 
quando rasgarmos os trilhos 
de um mundo melhor!

Vamos!
que outro oceano nos inflama.. .
Ouves?
É a Terra que nos chama ...
É tempo, companheiro!
Caminhemos ...

 Alda Lara



Termina aqui a minha homenagem à poetisa  Alda Lara.

domingo, 22 de outubro de 2017

ALDA LARA - PRESENÇA AFRICANA

Continuando durante este mês com Alda Lara

Presença Africana

E apesar de tudo,
ainda sou a mesma!
Livre e esguia,
filha eterna de quanta rebeldia
me sagrou.
Mãe-África!
Mãe forte da floresta e do deserto,
ainda sou,
a irmã-mulher
de tudo o que em ti vibra
puro e incerto!...
A dos coqueiros,
de cabeleiras verdes
e corpos arrojados
sobre o azul...
A do dendém
nascendo dos abraços
das palmeiras...
A do sol bom,
mordendo
o chão das Ingombotas...
A das acácias rubras,
salpicando de sangue as avenidas,
longas e floridas...
Sim!, ainda sou a mesma.
A do amor transbordando
pelos carregadores do cais
suados e confusos,
pelos bairros imundos e dormentes
(Rua 11...Rua 11...)
pelos negros meninos
de barriga inchada
e olhos fundos...
Sem dores nem alegrias,
de tronco nu e musculoso,
a raça escreve a prumo,
a força destes dias...
E eu revendo ainda
e sempre, nela,
aquela
longa historia inconseqüente...
Terra!
Minha, eternamente...
Terra das acácias,
dos dongos,
dos cólios baloiçando,
mansamente... mansamente!...
Terra!
Ainda sou a mesma!
Ainda sou
a que num canto novo,
pura e livre,
me levanto,
ao aceno do teu Povo!...


ALDA LARA
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