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segunda-feira, 13 de março de 2017

CINCO LÁGRIMAS POR ALEPO


Quase meia centena de autores portugueses, juntaram-se para publicar um livro, cuja receita reverte integralmente para a UNICEF, a fim de minorar o sofrimento das crianças de Alepo.

Dele vos deixo um poema


Mil sóis, mil sorrisos

Os olhos rasos de mar
Sobre imagens transidas
De fome e sede e frio e medo.
E o medo, raízes,
Zinco ferro vidro,
A lâmina, a dor, o sangue,
E tudo o que em silêncio dizes.

A noite em que envelheço,
Apertando nos braços as sombras
Que reconheço
De crianças outrora felizes.

Encher cada lágrima imensa
De sementes de trigo e de paz.
E na terra árida da indiferença
Ver nascer sentença assaz
Que conceda aos campos lisos
Abertos, outra vez
Mil sóis
Mil sorrisos


Lídia Borges


Junto informação para quem queira adquirir o livro


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Dados para compra do livro “Cinco Lágrimas por Alepo” e envio por correio
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d) Enviar a morada completa para envio por e-mail ou mensagem.
Obrigado.




quarta-feira, 8 de março de 2017

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER



MULHER


Mulher
Hoje como ontem, sonhas com o Amor
A liberdade, o respeito, a dignidade
O prazer e o orgulho de seres Mulher.
Mas hoje como ontem, és desprezada
Violada, espancada, vilipendiada
Mulher-rosa, é tua vida sem perfume
Espinhosa na profissão e no lar.
 Corpo e alma em chaga permanente.
E ainda assim mulher-mãe
Continuas a carregá-los no ventre,
E a realizares o milagre da Vida.




Elvira Carvalho

quinta-feira, 2 de março de 2017

JUDITH TEIXEIRA


MAIS BEIJOS


Devagar... 
outro beijo... ou ainda... 
O teu olhar, misterioso e lento, 
veio desgrenhar 
a cálida tempestade 
que me desvaira o pensamento! 

Mais beijos!... 
Deixa que eu, endoidecida, 
incendeie a tua boca 
e domine a tua vida! 

Sim, amor.. 
deixa que se alongue mais 
este momento breve!... 
— que o meu desejo subindo 
solte a rubra asa 
e nos leve! 

Judith Teixeira, in 'Antologia Poética' 

Biografia AQUI

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MARIA AZENHA












 
era o som da água da noite

era o som da água da noite
entrava no quarto  e cantava
através
de uma voz ausente

ao longe era um sino e um aquário
- que segurava  entre mãos -
tão  alvo,
tão incandescente,
que derramava ouro  pelo chão

vinha  com um nome de água  numa ânfora azul 
descendo  um rio  lilás 
na agonia de um  relâmpago

e era um muro de luz onde  floriam sílabas exatas

atravessava  minha mão  cheia de sombras
num girassol verde

dentro de suas máscaras há um silêncio perfeito


maria azenha 
 



Biografia AQUI