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quinta-feira, 2 de março de 2017

JUDITH TEIXEIRA


MAIS BEIJOS


Devagar... 
outro beijo... ou ainda... 
O teu olhar, misterioso e lento, 
veio desgrenhar 
a cálida tempestade 
que me desvaira o pensamento! 

Mais beijos!... 
Deixa que eu, endoidecida, 
incendeie a tua boca 
e domine a tua vida! 

Sim, amor.. 
deixa que se alongue mais 
este momento breve!... 
— que o meu desejo subindo 
solte a rubra asa 
e nos leve! 

Judith Teixeira, in 'Antologia Poética' 

Biografia AQUI

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MARIA AZENHA












 
era o som da água da noite

era o som da água da noite
entrava no quarto  e cantava
através
de uma voz ausente

ao longe era um sino e um aquário
- que segurava  entre mãos -
tão  alvo,
tão incandescente,
que derramava ouro  pelo chão

vinha  com um nome de água  numa ânfora azul 
descendo  um rio  lilás 
na agonia de um  relâmpago

e era um muro de luz onde  floriam sílabas exatas

atravessava  minha mão  cheia de sombras
num girassol verde

dentro de suas máscaras há um silêncio perfeito


maria azenha 
 



Biografia AQUI

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

DIA DE S. VALENTIM


Dizem que o mais importante, não é encontrar a pessoa certa, mas sim ser a pessoa certa. Não sei se eu serei a pessoa certa, mas sim eu encontrei a pessoa certa. Para ele, o meu obrigado. Hoje e em todos os dias da minha vida.

 OBRIGADO AMOR


Pelos teus
silêncios,
E pelos teus
beijos,
Pelo teu sorriso,
E pelo teu olhar.
Pelas noites
que
adormeci
nos teus braços.
Pelas lágrimas
que
com teus lábios
me secaste.

Obrigado amor

Por seres
o farol
das minhas
noites
de loucura.
O raio de sol
dos
meus dias
sombrios.
O porto seguro
onde
ancorei


Elvira Carvalho

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

MARÍLIA MIRANDA LOPES






As minhas mãos


Em concha as minhas mãos oferecem
o sabor da titânica

paisagem de ranchos
vindimadores numa estreita

dádiva
água criadora
serros montes encostas vales
terra lavrada

As brancas casarias avistam
o labutar dos membros
os rebanhos a chocalhar
ermas fora

O rio abre um sulco navegante
que se ergue em cachões difíceis
como estes braços

vergastando machos
que equilibram canastros
recalcados de uvas

onde poisam abelhas
pelo melaço.

(in “Castas” – Q de Vien Cadernos de A Porta Verde do Sétimo Andar)







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