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terça-feira, 3 de setembro de 2013

DEIXA



 
Hoje faço 99 anos. Perdão inverti os números. Rsrsrs. 66.
 Apesar de já ter perdido o nome, ( não sabem? Depois dos 60, passamos ao rol dos idosos e nunca mais ninguém nos trata pelo nome. Reparem nos noticiários) sinto-me feliz, e até me propus este ano ir estudar, coisa que nunca fiz, primeiro porque tive uma infância muito pobre e tive que ir trabalhar muito nova, segundo porque a vida mais tarde por várias vicissitudes nunca me deu essa oportunidade. Ah, mas este ano já me matriculei. Afinal nunca é tarde para nada enquanto estamos vivos não é mesmo?

E como presente deixo-vos aqui um dos meus poemas.


DEIXA

Deixa que a vida
não seja desespero
mas só vida.

Deixa que o mar
não seja túmulo
mas só mar.

Deixa que o sonho
não seja pesadelo
mas só sonho.

Exige
JUSTIÇA
PAZ
AMOR.
E vive...

Deixa
que a vida
seja vida,
e o mar
mar
e o sonho
sonho.
E luta
sofre
ama
e vive...

Essa vida
que não tens
mas anseias
conhecer. 

Elvira Carvalho.

domingo, 25 de agosto de 2013

LILI LARANJO


É PRECISO


É preciso fazer caminho
É preciso encontrar a equipe certa
Porque nós sozinhos,
Nada seremos e nada faremos
E o amor é um bem
Que tem que ser cimentado
para que o caminho seja de verdade.


O amor precisa de caminho limpo
Precisa de união e de gente
Com coração grande,
Gente que saiba dar as mãos.


Que saiba ouvir,
Saiba falar
E depois...
Saiba mesmo caminhar

Dou as mãos
Descubro a minha identidade
Descubro o lado do outro
Que estava escondido.

E pouco a pouco
Vou caminhando em grupo
E sinto que finalmente 
Eu cimento o Amor


Lili Laranjo

Está no mercado um novo livro de poesia de Lili Laranjo. A autora que nasceu em Vidago foi para África muito pequena.  Regressada a Portugal, foi viver para Aveiro. Como toda a gente que algum dia viveu em África a autora não esquece a magia africana e isso é patente em muitos dos seus poemas, e também no nome do seu blogue África em Poesia que poderão visitar.
Além dos vários livros de poesia já publicados a autora já publicou também um livro de histórias infantis.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

JESSICA NEVES





HINO AO DESEJO E À FANTASIA

Cai a noite de mansinho, nua
Em pleno olhar de lua cheia
Agridoce tentação, minha e tua
Adivinhando a última ceia...

Contorno traço a traço o teu rosto
Dos teus lábios de mar, provo o sal
Sinto a ondulação, saboroso mosto
Des(a)pertando o toque celestial...

De asas acetinadas, somos anjos nus
Clamando o hino ao desejo e à fantasia
Diamante lapidados sem tabus
Em noite mágica, recital de poesia...

Troncos suados no cais do prazer
Soprando alto a mais pura paixão
Poema-explosão, sede de pertencer
De quem se quer em êxtase-união!

Afogados a meio da estrela sírio
Nossos corpos mornos, estremecidos
Ancorados um ao outro, em delírio
Exaustos, poeticamente rendidos...

Desvendando segredos ao ouvido
Nu(m)a explosão sem amanhã
Desatam-se as fontes em vagido
Com aroma a canela e hortelã!

Jessica Neves


Biografia

Com menos de 20 anos, Jessica Alexandre Raimundo Neves, nasceu a 8 de Março de 1994, é não uma promessa mas já uma certeza na literatura portuguesa. Natural de Coimbra, descobriu o gosto pela poesia aos 17 anos, mas tem já um livro publicado,  "(Sem) Papel e Caneta (Com) Alma e Coração" da Chiado Editora, várias participações em antologias de poesia, como a "Audaz Fantasia" da UniVersos ou "entre o sono e o sonho" da Chiado Editora. Já ganhou também alguns concursos de poesia.  Aqui
encontram o seu blogue. Vão até lá e verão que não se arrependem





domingo, 14 de julho de 2013

VERA SOUSA



 SAUDADE


Queria ser um perfume que paira no teu abraço,
musa dos teus sonetos.
Queria ser a boia que paira à tona de água
e a liberdade que apazigua o meu sonambulismo de escritora
extasiada pelos chás da emoção.

Quando tenho saudades,
a dor perdura
e os meus olhos clamam pelo brilho intenso
de ver uma alma rejuvenescer.

O que será a minha saudade
sem o tom brilhante das notas tocadas e trocadas?
O que será a minha saudade
sem o êxtase da tua respiração e o pulsar do coração?

A saudade é a distância camuflada
enclausurada por entre janelas enfeitadas
por cortinas desanexadas pela alma
e pelos sorrisos bordados que aparecem
quando se observa de perto o rosto que se procura,
o cheiro e os beijos
entre silhuetas mentais perfumadas pela imaginação.

Vera Sousa
 

Aqui o site da escritora onde pode encontrar a sua biografia.
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