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sexta-feira, 8 de março de 2013

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 UMA MULHER


Uma mulher traz mãos estendidas e pulsos frágeis,
Mas suporta os pesos imprevisíveis da vida.
Traz uma urgência de amparo,
Sustenta um olhar firme e claro
Na obscuridade das ruas onde, às vezes, transita.
Traz o rosto entre lua e estrelas
E uma esperança que se levanta com o sol das manhãs.
Nos lábios, o gosto das maçãs,
E no riso, a aragem fresca da brisa.
Uma mulher possui, oculta e insuspeitada,
Uma força paradoxal,
Que pode ser mortal
Ou reordenar a vida.
Uma mulher traz a semente polinizada e nascida
Na aridez de qualquer tempo.
Traz uma referência de amor,
Dedos esculpidos para acariciar a flor
E um véu que lhe preserva o instinto.
Uma mulher traz um silêncio e uma explosão,
Um delírio e uma prostração,
E uma certeza que a torna triunfante.
Uma mulher traz uma vibração constante,
Uma busca por sentir-se livre
E um poder de inventar caminhos.
Traz os derradeiros carinhos,
O peito despojado,
E possui-se de ternuras.
Uma mulher acumula-se de procuras,
De persistências e de encantamento.
Uma mulher traz o sábio gesto de um momento
E uma luz projectada para o infinito!


Lúcia Barcelos


BIOGRAFIA  DAQUI



  Filha de Iluy Vicente Costa dos Santos e Rosa Conceição de Barcelos Santos. Escritora e poetisa. Atualmente, Presidente da Associação Literária de Viamão, ALVI, da qual é membro-fundadora. Pertence à equipe de Redação do Jornal Mundo Jovem na PUCRS.Tem 4 livros editados, sendo 3 de poesias e um de crônicas. Participou de 4 coletâneas, resultando no Acampamento da Poesia realizado em Entre-Ijuís, cujo título é "Afluências". Organizou, em parceria com Paulo Roberto de Fraga Cirne, duas coletâneas da Associação Literária de Viamão, "Entre Prosa e Verso", que reúne poesias, contos e lendas dos escritores viamonenses. Teve participação na coletânea "Letras Contemporâneas" volume 9, obra apoiada pelo Departamento de Cultura/Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Roque Gonzáles. Teve poemas publicados por dois anos consecutivos na Agenda produzida pelo VIRART. Paricipou de uma coletânea, lançada na mais recente Feira do Livro, sob o título "Corpus", a convite da poetisa Edinara Leão, residente em Santa Maria. No prelo: um livro de poesias, crônicas e mini-contos gauchescos e um romance escrito em parceria com Heloísa Barcelos: "Sob o olhar de Vênus".Ocasionalmente colaborou com alguns jornais de Viamão (Opinião, Folha de Viamão, Portal da Lagoa de Itapuã).


A TODAS AS MULHERES QUE POR AQUI PASSEM, CONHECIDAS OU DESCONHECIDAS, AMIGAS OU INIMIGAS, DESEJO UM EXCELENTE DIA.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

MARIA JOSÉ PEREIRA

 
foto de Luna
PARA TI, PARA NÓS
 Nos teus olhos me deixo voar
Nesse conto de fadas
Escrito para mim,
Para ti, para nós,
No dia em que nasci,
Nos tropeços das tardes vivi
Na solidão do caminho
E a vida comum choro-me
Rasgando o tempo com feridas cruéis,
Historias mal escritas
mas no dia em que nasci
foi gravado a letras de fogo
Que há forças que se atraem
E voam como  pássaros soltos
Sem amarras e nada os pode parar
Porque a felicidade existe
Num desenlace de amor.
Luna 
Biografia: Maria José Pereira é na minha opinião uma excelente poetisa que assina os seus trabalhos com o pseudónimo de Luna.
Aqui podem visitar o seu blogue e conhecer melhor a autora. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

ROTINA



Hoje
à mesma hora de sempre, acordei;
estendi o braço
olhei o relógio
e levantei-me.

Hoje
à mesma hora de sempre, fui ás compras,
percorri os mesmos sítios, vi as mesmas pessoas
repeti as mesmas palavras, os mesmos gestos
é à mesma hora de sempre estava de volta.

Hoje
à mesma hora de sempre, almocei,
vi o mesmo programa de TV,
enquanto metia a loiça na máquina,
e pensava exactamente nas mesmas coisas de sempre.

Hoje
à mesma hora de sempre chegaste
trocámos o inevitável beijo
e dissemos um ao outro as mesmas frases,
e depois... como sempre ficámos calados.

Hoje
à mesma hora de sempre, jantámos
e depois como sempre saíste
e eu fiquei à tua espera frente à Televisão,
mais confusa do que a Laura da Vingança.

Hoje
à mesma hora de sempre, fizemos amor
ou executámos apenas um velho hábito?


elvira carvalho

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

MYRYAN FRAGA




BANQUETE

O vinho
Que eu bebo
E o preço
De um homem.

O prato que eu como,
Sem fome,
E o salário
Da fome
De um homem.

Mas,

O sonho que eu travo
Com fúria nos dentes

E somente a metade
Do sonho
De um homem.

Myrian Fraga





Aqui a biografia da autora




Estou com problemas nos olhos, em tratamento, e por isso como estou proibida de passar muito tempo no pc, por vezes visito, leio, mas não comento. Para poder visitar mais amigos e ler mais textos.

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