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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

MYRYAN FRAGA




BANQUETE

O vinho
Que eu bebo
E o preço
De um homem.

O prato que eu como,
Sem fome,
E o salário
Da fome
De um homem.

Mas,

O sonho que eu travo
Com fúria nos dentes

E somente a metade
Do sonho
De um homem.

Myrian Fraga





Aqui a biografia da autora




Estou com problemas nos olhos, em tratamento, e por isso como estou proibida de passar muito tempo no pc, por vezes visito, leio, mas não comento. Para poder visitar mais amigos e ler mais textos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

DULCILEIA ABREU DA SILVA

E VENHA A NOVA MULHER

Vaidosa, amorosa, sedutora
Intuitiva, imperativa, apelativa
Feminina, menina, mãe, mulher
Sabe o que quer, quando, e onde quer!

No campo, no mar, na cidade ou no ar,
A mulher está em todo lugar.
Aprendeu a estabelecer sua condição,
Chega de mansinho como quem não quer nada
Afastando a conversa de costela de Adão

E assim, vai resolvendo sua questão
E assumindo espaço que tem direito
Às vezes o espaço fica amplo demais.
Para a nova mulher de novo tempo

O trabalho é árduo
Tarefa multiplicada
A confusão está formada.
Porém, sabe que precisa de tempo e inteligência,
De nova organização social
Para que sua função seja reconhecida

Equilibrar o lar, filhos, trabalho e auto-suficiência
Tudo isso leva tempo.
O tempo que lhe permita educar
A nova geração de parceiros, do novo amanhecer
Com este modelo de mulher irá conviver,
Sem preconceito, sem mágoa ou frustração
Com divisão de tarefas e acção

Se estabelecendo com base no respeito mútuo, sem agressão
Visando uma sociedade de iguais
Onde não exista homem X mulher
E prevaleça sempre a razão.




Dulciléia Abreu da Silva


Mais uma vez não consegui encontrar nenhuma biografia desta autora apesar da net estar cheia de poemas seus.


APROVEITO PARA AGRADECER A COMPANHIA EM 2012 E DESEJAR-VOS UM ÓTIMO  2013.

domingo, 30 de dezembro de 2012

POEMA DO ANO NOVO

Bom este é um blogue de poesia no feminino. Por isso nunca até hoje postei qualquer poeta masculino.
Porém não consegui encontrar nenhuma poetisa que escrevesse um poema para esta ocasião. Acredito que possa haver mas eu não encontrei. Daí que excepcionalmente aqui temos o Mário Quintana.
Espero que não se zanguem.
 Desejo a todos que por aqui passem um bom e divertido fim de ano e que 2013 seja aquele ano com que muitos sonhamos um ano de viragem em que o homem finalmente comece a olhar,
  amar e cuidar do seu semelhante como de si mesmo. Afinal mais de 2000 anos é tempo mais que suficiente para que o homem entenda que no mandamento de Cristo estava o caminho para um mundo justo e feliz.

Aproveito para agradecer a "velhos" amigos, bem como áqueles que foram chegando em 2012, pelo carinho e boa vontade com que teem acompanhando durante este ano. Bem Hajam.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ORA TENHAM JUÍZO

ORA TENHAM JUÍZO...
Falam as notícias da Palestina
de Israel e dos bombardeamentos,
na Faixa de Gaza 
Falam da reeleição de Obama.
Do julgamento do” mensalão”
e do escândalo que envolve o ex-director da CIA. 
A nós de que têm que nos falar?
Falam do novo presidente chinês,
Da guerra civil na Síria,
A par das cheias em Itália.
Falam dos índices de mercado,
E do furacão que atingiu a América.
No Brasil o Presidente do comité olímpico internacional
Não esteve presente  – dizem que está doente, -
-na reunião de preparação dos Jogos Rio 2016.
Em S. Paulo e em Stª Catarina cresce a violência.
A senhora Merkel visita Portugal,
Que se prepara para uma greve geral.
Na Grécia é aprovado um novo pacote de austeridade,
Cavaco Silva  recebe o presidente da Colômbia.
E Vale e Azevedo finalmente foi preso.
Dizem que a cada semana surge uma nova droga
na Europa. E que esta está agonizante
pois a recessão já ameaça Alemanha e França.
Portugal foi ao Gabão empatar.
E o desemprego continua a aumentar.
Falam da troika, do Orçamento e do aumento de impostos.
Dizem que é por causa da crise,
que os portugueses andaram a gastar demais,
e que hoje quando nasce um bebé, já vem
devedor do estado em 20.000 €.
A nós nos vêm dizer que gastamos demais?
A nós que nunca frequentámos uma faculdade
porque o dinheiro mal dava para comer.
A nós que nunca viajámos para o estrangeiro
a não ser para trabalhar como emigrantes.
A nós que nunca pisámos o átrio de um hotel,
a não ser como empregados do mesmo.
A nós que nunca tivemos outra conta no banco
Que não seja a do depósito do ordenado.
Ou da reforma. Que aliás fica a zeros
 mais de metade do mês.
A nós que nunca comprámos um vestido de marca,
Ou um perfume caro.
A nós que nunca provámos caviar, e
que rebatizámos de champanhe
o espumante rasca dos brindes, nos raros momentos de alegria
A nós que morremos sozinhos
e apodrecemos em casa
 sem ninguém dar por isso.
Porque como bestas de carga trabalhámos a vida inteira
e a reforma de miséria não dá para pagar um lar
onde possamos morrer com dignidade.
A nós nos vêm dizer que gastamos demais?
Ora tenham juízo…

elvira carvalho 
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