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quinta-feira, 21 de junho de 2012

FÁTIMA IRENE PINTO





Não terminaste!


Uma Lágrima

Pelo beijo que eu não te dei,
Pelo afago que eu sufoquei,
Pelos sonhos que malbaratei,
Pelo encontro que em vão sonhei,
Pelo beijo que não me roubaste,
Pelo afago que me recusaste,
Pelo encontro que tu evitaste,
Pelo sonho que tu não sonhaste!

Uma Lágrima

Pela mão que não entrelacei,
Pelo olhar que jamais cruzei,
Pela valsa que eu não dancei,
Pela música que não entoei,
Pela mão que não apertaste,
Pelo olhar que tu desviaste,
Pela dança que tu não dançaste,
Pela canção que não escutaste!

Uma lágrima

Pela espera da festa...sem festa,
Pela espera do gozo...sem gozo,
Pela espera da vida...sem vida,
Pelo ápice do fim...sem fim!

Uma lágrima enfim

Sem festa...pela fresta que tu me fechaste,
Sem gozo...pois no meio do caminho declinaste,
Sem vida...foste minha luz e te apagaste,
Sem fim...começaste a amar e não terminaste!
 
Fátima Irene Pinto


Biografia:   DAQUI


Formada em letras em 1978 ( Fac. Barão de Mauá  - Rib. Preto), mãe de gêmeos,  Renan Veronezzi e Régis Veronezzi, adora ler e tem muitos livros de H. Rohden - Pietro Ubaldi  -  Yogananda  - Chopra.  
Acha a Biblia um manancial de conhecimento assim como a Mitologia. Gosta de estudar sobre Confrarias e Metafísica ... um pouquinho de tudo, como diz, mas dá realce à  "Grande Sintese" de Pietro Ubaldi que leu aos 16 anos e acha uma obra sublime e nunca mais deixou de retomar várias vezes.
Vê o seu primeiro livro, MOMENTOS CATÁRTICOS, como um livro com temas denotadamente tristes. Já os livros posteriores mostram uma nova mulher em fase de gratidão e renovação perante a vida.



Livros editados

Momentos Catárticos
 Lançamento em Maio de 2001 pela Fiuza Editores

Palavras Para Entorpecer o Coração
Lançado a nível nacional pela  Soler Editora, em Abril de 2004
 
"Relicário" Fragmentos de Amor e Paixão
Lançado pela  Soler Editora, em Julho de 2004

Participou no livro de Celito Medeiros, com o Soneto "Artistas Em Oração" na Ciranda Especial Poesia e Arte.


BOM FIM DE SEMANA

terça-feira, 5 de junho de 2012

SONHADORA


 MEU CORPO DESPIDO


Meu corpo despido...entrelaçado nos lençois de mágoa...tão ausente e tão presente este fio que me 
amordaça...este gelo que em mim fica...tão ardente e tão carente este rio que por mim passa...carregado de ilusão de um desejo já ardido...ateando o silêncio que desagua no cais abandonado desse sonho já perdido...embalando a nudez desse corpo noite.
Preso nesses lençois...nas margens desse rio que sou...procurando o teu corpo nos meus braços carregados de ausências...vestidos de Dezembros a pesar-me nos ombros....crepúsculos a beijar a madrugada...na ausência dos meus lábios frementes de sal e mágoa...esquecidos dos teus olhos...anoitecidos de sorrisos.
Permaneço esperando com o corpo preso nos espinhos desse leito...deixo que a noite me seduza...que a escuridão me possua...que o vento acarície os meus sonhos adiados...o meu corpo naufragado...o meu olhar entristecido desse barco sem destino...navegando nas águas turvas do poente...sufocado de cansaços e de gestos sem memória...prisioneiro de ilusões...sedento de eternidade...deserto de ternura...da noite amante.
Nessa noite que em mim grita a ilusão da carne...morrendo tanta vez no tempo que deixou de ser tempo...no desejo que deixou de ser cío...nas esperas que anoiteceram as manhãs...nas mãos que afagam o vazio...que cobrem de silêncio os gemidos de amor que rasgaram esse corpo...que estagnaram nesse rio por onde correm todas as mágoas...nas margens da solidão desse corpo que foi meu e que procuro em todos os muros...em todas as esquinas da solidão...em todas as incertas sombras que deambulam perdidas na terra do silêncio...no gume da noite onde vagueia esse corpo só.
Adormeço na noite gelada...abraço os despojos de amor que guardei no lugar dos sonhos...nas margens do meu corpo nú...banhado pelo esquecimento dos luares de Agosto...pelo silêncio dos teus olhos distantes...pela aurora que me segreda o gelo da noite...a respiração da ausência adormecida nos meus braços...a espera tatuada no meu corpo...prenhe de volúpia esquecida nos lençóis de mágoa na solidão da madrugada...espectro onde se abriga a nocturna ilusão do tempo...labirintos inquietos que percorro na gélida noite...invísível sombra onde se escondem os meus fantasmas...penumbras sem nome nem rosto Sonhadora,
Mais uma poetisa que descobri nas minhas voltas pelos blogues e que decidi trazer para esta galeria porque na minha opinião é de grande talento. A autora utiliza o pseudónimo de Sonhadora e descreve-se a si
mesma  assim;

"Sou a distancia entre mim e a outra...a tempestade e o remanso das águas...sou muitas...sou eu...a pétala da rosa e o espinho...um grito solitário...a chuva de verão...um pássaro cinzento...sonho e ilusão..."
Podem visitá-la no seu blogue  AQUI 
etos que percorro na gélida noite...invísível sombra onde se escondem os meus fantasmas...penumbras sem nome nem rost que v
u sono...sem gestos...sem pal
...soturno abraço envolvendo oselírios desse corpo morto.

sábado, 19 de maio de 2012

LUZ

foto da net

E PONTO FINAL

Sou uma espécie de gueixa, com mel nos lábios rosados
que dança em volta de ti como borboletinha luxuriante
num desejo cego, ledo, que te domina e que te alucina. 
Audaciosamente bela, elegante, sensual, deslumbrante
sou misto de fada do  lar, com toques de dama de cama  
completa, exuberante, requintada, provocante, divina. 

O meu encanto, a minha sedução paralisam-te a mente
e fragilizam e enfraquecem o teu coração desidratado.  
Delírios, feitiços e fantasias de mulher dócil, diferente
alimentam o teu peito terno, já rendido e hipnotizado.
Eu mando em ti, e tu, humildemente, apenas obedeces
e nos lençóis terás o prémio ou o castigo, que mereces.

Quero-te servir, sentir, porque tu pagas um alto preço.
Quero arder nos teus amplos, fortes e  famintos braços
afogar-me na tua saliva, que se entrelaça com a minha 
observar o eclipse que há no céu da tua paulatina boca
saborear o morango tolerante e impaciente para ceder 
e meu senhor, meu deus, estou pronta para te receber.

A minha língua percorrerá, só, as veredas do teu corpo 
escandalosamente apetecíveis, desmedidas e proibidas.
Rebola-te e esfrega-te em mim, na minha pele morena
e dá-te ao luxo de gozar, degustando, todas as delícias.
Perturba-me o sono, rouba o pouco juízo que me resta
e embrulha-me na magia das tuas inebriantes  carícias.

Gosto do que é imoral, do que não se pode ter e fazer
por isso, vou abrir-me para ti, assim, de corpo inteiro
como cratera de vulcão e lava tórrida para se libertar
como uva sumarenta, docinha e deliciosa  para chupar.
Quero-te sem limites, sem hora combinada, sem lugar
só te cabendo uma tarefa, a qual nem te vou explicar.

Mostrar-te-ei tudo o que este véu translúcido esconde.
As minhas partes brancas e os sinais nunca devassados
a beleza e a forma roliça e generosa das minhas ancas
pois o teu corpo assume, e eu cedo ao pecado original
porque tudo em ti é frémito, loucura, transcendental
e, ponto final!


Luz

Desta vez trouxe-vos de novo uma poetisa, que descobri à pouco na pesquisa que de vez em quando faço pelos blogues.  Mulher forte e apaixonada, escreve aquilo que muitos chamam de prosa poética, eu chamo-lhe simplesmente poesia, de forte conteúdo erótico, utilizando o pseudónimo de Luz. E tem razão porque neste tipo de escrita, não há muitos que se aventurem, e o façam tão bem como ela, pelo que sim ela é a Luz inspiradora para quem se quiser aventurar. A Autora tem um blogue como atrás referi. Podem visitá-la AQUI

domingo, 6 de maio de 2012

6 DE MAIO. DIA DA MÃE.




Hoje dia da Mãe, eu como filha que já não pode dar um abraço à minha mãe, ofereço a todas as mães que por aqui passarem estas flores, com um pedido de perdão, pelos sonhos que não concretizaram, para realizar os nossos, pelas lágrimas que derramaram, para secar as nossas, pelas noites que não dormiram para velar o nosso sono. E um enorme obrigado por nos terem trazido ao mundo, e por estarem sempre presentes quando delas precisamos.Até ao último suspiro de suas vidas.
 Desejando que tenham um dia feliz deixo-vos com um poema
 
Ser Mãe

Deixei a natureza transformar-me
Com todas suas leis
Tive o prazer de sentir um bebê no meu ventre
Chorei na maternidade,
Troquei fralda,
Passei noites acordada,
Desfrutei a sensação de amamentar,
Ensinei a comer,
Ensinei a andar,
Chorei no primeiro dia de escolinha
Talvez tenha deixado algumas pessoas de lado,
Talvez não tivesse tempo para dar atenção para as amigas
Pode ser que me relaxei um pouco com minha aparência
Ou quem sabe não tive nem tempo para pensar nisso
Pode ser que deixei alguns projetos pela metade
Ou talvez porque não conciliava com meu horário familiar
Momento algum joguei nada para o alto
Na verdade segurei com as duas mãos
Tudo o que vi cair do céu
Porém permiti
A mão de Deus me tocar
Para ser uma verdadeira mãe

MARA CHAN
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