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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

BEATRIZ BARROSO


Poema de Amizade

Se eu fosse uma nuvem,
Branca,
Leve,
Iria com o vento,
Para junto de tua janela,
Para te convidar a um passeio,
Para te levar a um sítio belo,
Para veres o mar e sentires o seu cheiro,
Para veres os campos cobertos de verde,
E de flores lindas com muitas cores.
Se eu fosse nuvem,
Ensinar-te-ia a voar,
E a sentires a vida de outra forma,
Como aquelas aves migratórias,
Que buscam um lugar para viver,
Que partem rumo à aventura e ao sonho,
Apenas para se sentirem felizes,
Para poderem sobreviver.
Se fosse nuvem,
Eu me regozijaria por te mostrar,
Tanta coisa bonita,
Que fico com muita pena,
Por não me poder transformar.
Por ter que penar por te ver,
Vestida de alma às vezes sofrida,
Sem daqui nada poder fazer,
Senão dizer-te que sou tua Amiga.

Biografia

Não consegui apesar de ter feito várias pesquisas encontrar a biografia da autora. Mas
AQUI poderão encontrar um perfil da poetisa vista pelos seus próprios olhos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

MARIANA LLANO


SER MUJER

Es tan difícil ser mujer
levantarnos al alba de los días
con la cruz a cuestas
aprender a ser madres desde niñas.

Admitir la tristeza, cotidiana compañera
desafiar la lujuria del mediodía sangrante

Henchirnos de dolor porque la vida
exige entrega, suspiro tras latido
hasta la propia sangre de las venas.

Es tan difícil ser mujer
tan difícil como pedir perdón
ahogar un sollozo a flor de grito
convertir la simiente en fruto nuevo
renunciar a nuestros primeros sueños
dar el corazón
empezar a sufrir cuando nacemos.

Es difícil vivir y ser mujer
acariciar el rostro sin sonrisas
de nuestro niños ayunados
doblar bajo el poniente nuestras alas
heridas de vuelo y rebeldía.

Es difícil volver al nido tibio
una vez que perdimos la inocencia
negarnos a ser fruto y ser abrigo
cuando al amor agita nuestras venas
renunciar a la sorda caminata
de la noche hacia el día
esparcir las estrellas en miradas
llenar los ojos de interrogante y lágrimas.

Acunar nueva vida entre los brazos
sin temor a caer
entregar en la noche nuevos sueños
¡ser mujer!
continuar a pie
con la tristeza y el perdón
sin romper a llorar.

Es tan difícil ser mujer
como cubrir la fosa
de los sueños inalcanzables
del primer amor
a golpe de espina y beso y volver
a bañar de rocío nuestro cuerpo
caminar al amor con paso lento
¡es tan difícil ser mujer!



biografia:
Mariana Llano


Mariana Llano, pseudónimo Yaipén Geovana Rosa Rodriguez. Poeta, escritora, cantora, editora e promotora cultural. Mestiça, Moche e Africano ascendência norte-americana, nascida em janeiro de 1959 17 em Chiclayo (Peru).

Membro da APLIJ - Associação Peruana de literatura infantil, a Associação de Comunidades Negras do Peru e dos poetas do Movimento Mundial.

Diretora fundadora do Centro de Desenvolvimento Cultural para meninas e mulheres do "limiar". Editora das revistas "Solstice", "Lundu" e "Workshop" e da série de publicações "Algarrobo - Autores Norperuano."

Desde 2001, após seu casamento com um tecnico de informática catalão, Fanlo Ismael reside na cidade de Barcelona (Espanha), onde continua a sua actividade literária.

Nesta nova fase, Mariana é co-fundador da "Ibero-Americano da Associação Cultural Scorza", que actualmente preside, a edição da revista "Algarrobo". Em 15 de julho de 2008, apresenta o seu livro de contos "
"LA NOCHE DE PUSE PUPUCHE" ", em Barcelona. Em 13 de maio e 19 de novembro de 2009 apresentou a Revista de Arte e Cultura Negra lundu, o resultado de um longo processo de pesquisa sobre cultura negra na América Latina. Mariana, em seu trabalho editorial e informativo, tem publicado obras literárias de vários autores latinos.


Biografia retirada DAQUI página da autora que aconselho a visitar pela qualidade dos seus poemas.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DELASNIEVE MIRANDA DASPET DE SOUZA

Reprodução de "Guernica" famoso quadro de Picasso.


LAMENTO PELA PAZ

Guerra é Guerra.
Não importa a sua violência,
ou a sua virulência...
Não existe desculpa para o descalabro...
As nossas guerras de todos os dias,
As nossas picuinhas,
As nossas maldades internas,
Nascem do rancor,
da mágoa, do recalque que é o homem...

É o homem mata!
Suas bombas cruzam o anil dos céus,
Toldam de cinza as tardes do mediterrâneo,
Pontes, casas, castelos,
crianças esparramadas pelos chãos,
quais bonecos jogados, esquecidos,
sonhos destruidos...
Elos que se quebram,
e que não serão recompostos!

Não interessa quem esteja certo,
quem esteja errado...
Nossa consciência nos cobra:
Não se cale!
Não permita que o amordacem,
que lhes toldem o sol,
que lhes matem o ar,
que lhes escureçam a lua!
Poeta, não permita
que o privem da liberdade!

E, é pelo Homem, o meu lamento!
Que o farfalhar das folhas leve meu soluço,
E abrace a imensidão azul de nossos sonhos
De Paz que ouso cantar,
Neste canto de recriação
que entrego ao vento!

Recriar... Reciclar... Novos horizontes...
Assumir decisões a cada dia, a cada instante,
Pois não existem estradas fáceis,
Mas a que esta adiante,
Construindo um caminhar...

É pelo homem, este solitário animal,
O meu lamento de Paz!


BIOGRAFIA.

Delasnieve Miranda Daspet de Souza é sulmatogrossense de Porto Murtinho, onde nasceu e cresceu em meio a exuberante natureza que é o Pantanal do Mato Grosso do Sul, Brasil. É poeta, advogada e faz trabalho social com menores carentes, em Campo Grande - MS, onde reside.
Publicou e participou dos seguintes livros:

- Por Um Minuto ou Para Sempre
- Tertulia na Primavera
- Tertúlia na Era de Aquário - Vol. I
- Poesia Só Poesia - coletânea
- Tempo de Poesia - coletânea
- Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul
- Seleção de Poetas Notívagos - 2001 - Coletânea
- Conceição do Almeida - Memórias
Endereço Virtual:
DELASNIEVE Miranda DASPET de Souza[ Luna ]
www.delasnievedaspet.com.br[ referendado pela UNESCO ]
http://br.egroups.com/group/LunaeAmigos
www.ebooklunas.com.br
www.pantanalms.tur.br [ referendado pela UNESCO
www.lunaeamigos.com.br [ referendado pela UNESCO

biografia DAQUI

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ANA ELISA RIBEIRO

Ciuminho basico

escuta

calado

a proposta rude

deste meu

ciúme:

vou cercar tua boca

com arame farpado

pôr cerca elétrica

ao redor dos braços

na envergadura

pra bloquear o abraço

vou serrar teus sorrisos

deixar apenas os sisos

esculhambar com teus olhos

furá-los com farpas

queimar os cabelos

no pau acendo uma tocha

que se apague apenas

ao sinal da minha xota

finco no cu uma placa

"não há vagas, vagabundas"

na bunda ponho uma cerca

proíbo os arrepios

exceto os de medo

e marco no lombo, a brasa,

a impressão única do meu dedo.

A poetisa apresentada por ela própria no "Portal literal"

Nasci em Belo Horizonte, na madrugada de 27 de agosto de 1975. Sou mineira convicta, mas também não tive muita opção. Todos os impostos absurdos que meu pai pagou foram convertidos em educação estadual, municipal e federal para os quatro filhos, inclusive eu, que me formei em Letras na UFMG, fiz mestrado em Lingüística e vou cursando, sacrificadamente, meu doutorado na mesma área. Mas a faculdade não me fez gostar de literatura mais do que eu já gostava, quando lia em média cem livros por ano durante a adolescência. E não eram infanto-juvenis paradidáticos. Eram aqueles nomes que a literatura conhece e dá aval. Chorei quando li "Germinal" e quando li "Grande Sertão: Veredas", depois, nunca mais. Escrevo para mim desde que ganhei uma agenda do Garfield, em 1986. Em 1993, um namorado leitor me disse que o que eu escrevia não era muito ruim. Publiquei um poema, pela primeira vez, no maior jornal mineiro, em 1994. Gostei do sabor de ver minhas idéias devassadas. Publiquei um primeiro livro, o "Poesinha", em 1997. O segundo livro veio pela Ciência do Acidente, "Perversa", em 2002. Em 2003, produzi a obra-prima da minha vida, o Eduardo, em co-autoria com Jorge Rocha, escritor fluminense e sedutor de escritoras. Desde que o Edu nasceu, venho gestando uns contos, também sob influência da literatura irônica e fina da Ivana Arruda Leite. O próximo livro se chama "Meu Amor é Puro Sangue", a sair pela editora Altana. Os poemas me fugiram, embora, às vezes, me dê uma sensação de formigamento nas mãos. Os minicontos têm sido mais parecidos com as convulsões que me acometem vez ou outra. No momento, estou lendo Ivana Arruda Leite, para refrescar minha memória de mulher.