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segunda-feira, 22 de março de 2010

CRISTIANE NEDER




Foto de Arias Rizo

DITA DURA

Dita
o progresso,
dura
o retrocesso.

Dita
palavras,
duras
pancadas.

Dita
educação,
dura
analfabetização.

Dita
riqueza,
dura
pobreza.

Dita
ao homem,
dura
o consome.

Dita
tudo,
dura
nada.

Cristiane Neder

BIOGRAFIA

Cristiane Neder , nascida na Cidade de Santo André - SP, Brasil, em 18 de agosto de 1969 . Formou -se em Colegial Técnico em Propaganda e Publicidade em 1989 no CSJT , fez graduação em Comunicação Social em Rádio e Televisão na Universidade São Judas Tadeu , formando -se em 1994 . Faz atualmente Mestrado em Comunicação Social na Escola de Comunicação e Artes da USP em Cinema , Rádio e Televisão - CTR , com a orientação do Prof. Dr. Marcelo Tassara .
Escritora e poeta , publicou em 1992 o seu primeiro livro Revolution, por Massao Ohno Editor . No ano de 1996 é convidada a participar da publicação Agenda da Tribo, agenda polêmica de um grupo de anarquistas que é vendida e distribuida por todo Brasil, com pedaços de letras de músicas e poesias . Seus poemas configuraram ao lado de escritos talentosos de e de artistas como Caetano Veloso, Renato Russo e Chacal nesta agenda . Participou da Antologia Literária : Vento A Favor , publicada em 1997 pela Realistas Editora .
Começou escrevendo cedo já com seus 12 anos de idade e começa a trabalhar como colaboradora de matérias, artigos e crônicas em vários jornais aos 14 anos , passando a escrever no Jornal da Zona Leste . Daí para frente não parou mais de escrever nos mais diversos jornais : Expressão da Liberdade, O Central, O Dia de São Paulo, Espaço 10 de Matão, O Democrata de Piracicaba .
Escreveu e publicou poesias em jornais especializados só em literatura também : Tal e Qual de Porto Alegre, Verso e Reverso , D. O Leitura , O Nicolau, e e o mais recente O Carioca e no Jornal da OMLD - Organização Mundial de Lusos e Descendentes , onde também é Vice - presidente de Cultura da entidade, nomeada em 1996 , e deu aulas de literatura no Curso : O Mar Como Mensageiro da Palavra, curso criado por ela , no qual se preocupou em fazer um estudo comparado entre a literatura Brasileira e Portuguesa e como se deu o processo de difusão das duas .
Colaborou com alguns artigos acadêmicos na Revista Integração do Centro de Pesquisa da Universidade São Judas, e participou de seminários na mesma universidade. Além dos seus trabalhos já comentados é autora de uma série de poesias feitas ao Vinho Forestier, trabalho publicitário que foi publicado em no Jornal Círculo de Conhecedores da Maison Forestier em 1994 , no nº 12 publicado pela Task Force Serviços de Comunicação .
Em 1994 seu poema Prestes é outorgado como Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo pela Prefeitura da Cidade e é colocado em uma placa comemorativa em homenagem a Luiz Carlos Prestes, no Parque Municipal que leva o nome do líder tenentista - comunista , por iniciativa do então Deputado Estadual Hilkias de Oliveira .
O trabalho literário de Cristiane Neder tem vários reconhecimentos : o poema Prestes ganha menção honrosa em 1989 da Casa de Las Américas de Cuba, em 1991 e o X Juri do Salão de Arte do SAIAMC - Salão de Arte do Instituto Alberto Mesquita de Camargo confere o prêmio Troféu Especial na categoria Honra ao Mérito - Poetisa . Ganha em 1991 também o 1 º Concurso de Poesia da Universidade São Judas , em 1 ª colocação .
O Concurso Cultural Fuji Photo Film do Brasil também lhe confere em um diploma pela sua destacada participação com frases em defesa do Meio Ambiente em 1989 , assinado pelo diretor presidente Takeo Shirasaki . Em 1997 ganha Menção Honrosa do Grupo Pão de Açucar por seu texto - poético dissertativo sobre o supermercado no Concurso Cultural Pão de Açucar , e '' O Pão de Açucar de Nossas Vidas '' é encaminhado para o Acervo Cultural da Empresa para o Projeto Memória .
A veia política de Cristiane Neder tanto quanto a literária sempre foi saliente desde seus 14 anos, quando ingressa na vida partidária, escreve em 1996 o texto : '' O Sentimento de Ser Socialista'' , no qual descreve neste seu texto a seguinte conotação do que é ser socialista para ela : '' Ser socialista é para mim antes de tudo não deixar que a criança que há dentro de cada um de nós caia no esquecimento '' . Foi da direção municipal das Comissões da Juventude e da Cultura no PCB - Partido Comunista Brasileiro - 1987 à 1989 .
Hoje preocupada em incentivar a literatura no Brasil Cristiane Neder apresenta um quadro de literatura na Rede Mulher e simultaneamente na CNT / Gazeta , chamado Lendo Mais, às quartas - feiras de manhã por volta de 9 : 30 às 10 : 00 horas no Programa Viva Show, dando espaço para editores, autores, jornalistas e divulgadores literários e culturais em geral para falarem sobre temas literários desde a prosa à poesia .
A conciliação da poesia com a política é o resultado do livro Politicamente ( In ) Correta, onde a autora define sua paixão pela poesia , tanto quanto pela política na seguinte frase: '' A poesia me dá o direito de sonhar , e a política me dá o direito de realizar '' .


Biografia DAQUI

sábado, 6 de fevereiro de 2010

ROSA LOBATO FARIA




E DE NOVO A ARMADILHA DOS ABRAÇOS

E de novo a armadilha dos abraços.
E de novo o enredo das delícias.
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos

Rosa Lobato Faria

Biografia

Filha de um oficial da Marinha, Rosa Lobato de Faria cresceu entre Lisboa e Alpalhão, no Alentejo. Era viúva de Joaquim Figueiredo Magalhães, editor literário, desde 26 de Novembro de 2008.

Enveredou pela representação ao participar, na televisão, em séries (1987 - Cobardias, 1988 - A Mala de Cartão, 1992 - Crónica do Tempo, 1992 - Os Melhores Anos), sitcoms (1987 - Humor de Perdição, 1990 - Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça, 2002 - A Minha Sogra é uma Bruxa, 2006 - Aqui Não Há Quem Viva) e novelas (1982 - Vila Faia, 1983 - Origens, 2004 - Só Gosto de Ti, 2005 - Ninguém como Tu). Assinou o argumento de Humor de Perdição (1987), Passerelle (1988), Pisca-Pisca (1989), Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça (1990), Telhados de Vidro (1994) e Tudo ao Molho e Fé em Deus (1995).

Como romancista, publicou os livros O Pranto de Lúcifer (1995), Os Pássaros de Seda (1996), Os Três Casamentos de Camila (1997), Romance de Cordélia (1998), O Prenúncio das Águas (1999), galardoado com o Prémio Máxima de Literatura em 2000, A Trança de Inês (2001), O Sétimo Véu (2003), Os Linhos da Avó (2004) e A Flor do Sal (2005). Em co-autoria participou em Os Novos Mistérios da Estrada de Sintra e Código d' Avintes. Para além disto publicou contos infantis (A Erva Milagrosa, As quatro Portas do Céu e Histórias de Muitas Cores).

Na poesia foi autora de A Gaveta de Baixo, longo poema inédito, acompanhado de aguarelas de Oliveira Tavares, estando o resto da sua obra reúnida no volume Poemas Escolhidos e Dispersos (1997). Para o teatro escreveu as peças A Hora do Gato, Sete Anos – Esquemas de um Casamento e A Severa. Foi ainda a letrista que, a par de José Carlos Ary dos Santos, permanece como a mais bem sucedida no Festival RTP da Canção, tendo obtido quatro vezes o primeiro lugar com Amor de Água Fresca (1992), Chamar a Música (1994), Baunilha e Chocolate (1995) e Antes do Adeus (1997).

Experimentou o cinema, sob a direcção de João Botelho, em Tráfico (1998) e A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América (2003), além dos filmes de Lauro António, Paisagem Sem Barcos (1983) e O Vestido Cor de Fogo (1986) e de Monique Rutler, 'Jogo de Mão (1984).

Rosa Lobato de Faria, senhora de uma personalidade bastante forte, impunha-se pelo seu porte distintíssimo e pelo espírito perfeccionista que punha em todos os seus trabalhos, era uma das escritoras e actrizes que será sempre lembrada pelos seus papéis em novelas e por ter escrito letras de músicas para vários cantores.

Rosa Lobato de Faria morreu a 2 de Fevereiro de 2010 em Lisboa, aos 77 anos de uma anemia grave.

Biografia retirada da Wikipédia



BOM FIM DE SEMANA

sábado, 30 de janeiro de 2010

MARQUESA DE ALORNA


SONETO

Eu cantarei um dia da tristeza
por uns termos tão ternos e saudosos,
que deixem aos alegres invejosos
de chorarem o mal que lhes não pesa.

Abrandarei das penhas a dureza,
exalando suspiros tão queixosos,
que jamais os rochedos cavernosos
os repitam da mesma natureza.

Serras, penhascos, troncos, arvoredos,
ave, ponte, montanha, flor, corrente,
comigo hão-de chorar de amor enredos.

Mas ah! que adoro uma alma que não sente!
Guarda, Amor, os teus pérfidos segredos,
que eu derramo os meus ais inutilmente.

Marquesa de Alorna

Biografia
Escritora portuguesa. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre, 4.ª marquesa de Alorna, é uma das mais notáveis vozes do pré-romantismo em Portugal. Neta, por parte da mãe, dos marqueses de Távora, executados pela justiça do marquês de Pombal devido ao seu envolvimento numa conspiração contra o rei D. José I, é, em 1758, enclausurada no Convento de Chelas, de onde é libertada dezanove anos depois, em 1777, após a queda política do marquês. No entanto, a sua prolongada reclusão é o principal motivo para a esmerada formação literária e científica que recebe. Leituras de Rousseau, Voltaire, da Enciclopédia de Diderot e d'Alembert, abrem o seu espírito vivo e inquieto às ideias do iluminismo francês. Casa com o conde de Ovenhausen, oficial alemão que viaja pela Europa, do qual fica viúva aos 43 anos. Apesar das dificuldades económicas que a viuvez lhe acarreta, a sua residência transforma-se num foco de ebulição cultural, onde se debatem as novas ideias políticas e também as novas correntes estéticas e literárias. Bocage e Alexandre Herculano, em períodos diferentes, são dois dos frequentadores do seu salão. Sob o nome árcade de Alcipe trabalha em traduções do latim (a Arte Poética, de Horácio, por exemplo), do alemão (textos de Christoph Wieland), do inglês (o Ensaio sobre a Crítica, de Alexander Pope) e do francês (textos de Lamartine), cultiva a epistolografia (Cartas a Uma Filha Que Vai Casar) e escreve poesia. Recreações Botânicas, poema em seis cantos dedicado às «Senhoras Portuguesas», prenuncia já o sentimentalismo romântico que avassalará a literatura anos mais tarde. A sua poesia está reunida nos seis volumes das Obras Poéticas da Marquesa de Alorna (1844).

Biografia da net

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

SOROR MARIA DO CÉU


MORTAL DOENÇA


Na febre do amor-próprio estou ardendo,
No frio da tibieza tiritando,
No fastio ao bem desfalecendo,
Na sezão do meu mal delirando,
Na fraqueza do ser, vou falecendo,
Na inchação da soberba arrebentado,
Já morro, já feneço, já termino,
Vão-me chamar o Médico Divino.

Na dureza do peito atormentada,
Na sede dos alívios consumida,
No sono da preguiça amadornada,
No desmaio à razão amortecida,
Nos temores da morte trespassada,
No soluço do pranto esmorecida,
Já morro, já feneço, já termino,
Vão-me chamar o Médico Divino.


Na dor de ver-me assim, vou desfazendo,
Nos sintomas do mal descoroçoando,
Na sezão de meu dano estou tremendo
No ris como da doença imaginando,
No fervor de querer-me enardecendo,
Na tristeza de ver-me sufocando,
Já morro, já feneço, já termino,
Vão-me chamar o Médico Divino.

Vou ao pasmo do mal emudecendo,
À sombra da vontade vou cegando,
Aos gritos do delito emouquecendo,
No tempo sobre tempo caducando,
Nos erros do caminho entorpecendo,
Na maligna da culpa agonizando,
Já morro, já feneço, já termino,
Vão-me chamar o Médico Divino.

soror Maria do Céu

Biografia

Soror Maria do Céu (1658-1753), tendo professado numa ordem religiosa, foi uma poetiza barroca de sabor quinhentista que cantou a efemeridade da vida. Mendes dos Remédios, em Escritoras de Outros Tempos (Coimbra, 1914), elaborou um pequeno estudo sobre esta autora. Obras: A Preciosa, Alegoria Moral(Lisboa, 1731-1733), publicada sob o criptónimo de Marina Clemência; Enganos do Bosque, Desenganos do Rio, em que a Alma Entra Perdida e Sai Desenganada (Lisboa, 1736); Aves Ilustradas em Avisos para as Religiosas Servirem os Ofícios dos seus Mosteiros, Lisboa, 1734).

Biografia retirada daquihttp://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/mceu.htm


COMO JÁ SABEM A MINHA MÃE ENCONTRA-SE MAL DE SAÚDE, E A PRECISAR DE CUIDADOS CONSTANTES, RAZÃO PORQUE O BLOGUE VAI FICANDO PARA TRÁS. ESPERO NO ENTANTO VOLTAR AQUI SEMPRE QUE POSSÍVEL; E AGRADEÇO O VOSSO CARINHO E COMPREENSÃO PARA A MINHA AUSÊNCIA NOS VOSSOS ESPAÇOS.