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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

REGINA COELI




O uivo do vento

Quando na sua solidão
encontrar a minha ausência.
Quando nos seus abraços
não encontrarem o meu peito,
quando os seus lábios
não encontrarem os meus beijos,
quando na sua saudade encontrar um lamento,
escuta o uivo do vento.
Serei em sua vida
um raio, uma tempestade,
um murmúrio na escuridão.
Um gemido de saudades
voando no seu desejo.
Estarei no brilho dos seus olhos,
serei o seu aconchego
e no delírio de amor
serei o seu calor!
Nos meus lençóis amarrotados
que a lua enche de luar
aonde você vai acordar,
encontrará suspiros ternos de amor.
Vem bailar nos olhos de quem lhe ama,
não deixe apagar essa chama
que a lua a noite ateou.
Serei um toque de veludo,
serei tudo...
Serei a felicidade, serei a vida
jamais esquecida...
Serei a alma que o desejo agita,
o eco do silêncio, que grita
Serei você e serei eu...

Regina Coeli


Biografia

"Sou uma pessoa guerreira e espiritualista. Gosto de fazer amizades, viajar e ir ao encontro de novas culturas. Fiel aos meus princípios, sou amorosa, adoro escrever, sonhar, namorar, tomar banhos de cachoeiras e viver a vida intensamente. Gosto de olhar o mundo na cor do céu! Adoro os meus filhos, o meu neto e os meus amigos. Tomara que vocês gostem do meu cantinho, desejo muita luz a todos! Deixo uma mensagem para reflexão. Existem pedras, não desista de andar... Existem barreiras, não desista de pisar... Existem os nós, é preciso desatar. Existe o desânimo, é o pior que há. A estrada é longa, não desista de chegar. Existe o cansaço, é preciso caminhar. Existe a derrota, você nasceu para ganhar. Existe o desamor... é fundamental amar..."

Estas são as palavras com que a autora se descreve no seu blogue

http://deusaodoya.blogspot.com/

domingo, 6 de setembro de 2009

SOROR VIOLANTE DO CÉU





SONETO

Vida que não acaba de acabar-se,
Chegando já de vós a despedir-se,
Ou deixa, por sentida, de sentir-se,
Ou pode de imortal acreditar-se.

Vida que já não chega a terminar-se,
Pois chega já de vós a dividir-se,
Ou procura, vivendo, consumir-se,
Ou pretende, matando, eternizar-se.

O certo é, Senhor, que não fenece,
Antes no que padece se reporta,
Por que não se limite o que padece.

Mas viver entre lágrimas, que importa
Se vida que entre ausência permanece
É só viva ao pesar, ao gosto morta?

soror Violante do Céu


Biografia



Soror Violante do Céu (1602-1693) era uma freira dominicana que na vida secular se chamou Violante Montesino. Professou no Convento de Nossa Senhora do Rosário da Ordem de S. Domingos em 1630. Foi uma das poetizas mais consideradas do seu tempo, sendo conhecida pelos meios culturais da época como Décima Musa e Fénix dos Engenhos Lusitanos. É hoje um dos máximos expoentes da poesia barroca em Portugal. Aos 17 anos celebrizou-se ao compor uma comédia para ser representada durante a visita de Filipe II a Lisboa. Além do volume Rimas publicado em Ruão em 1646 e do Parnaso Lusitano de Divinos e Humanos Versos, publicado em Lisboa em 1733 em dois volumes, tem várias composições poéticas na Fénix Renascida.

Biografia retirada daquihttp://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/violante.htm

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

MARIA JOSÉ AREAL



Não pensem que...


Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque os dias me açoitam
E as noites me agitam.


Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque lá fora o mundo se atropela
E agente anda aturdida.


Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque em Agosto choveu
E o mar estremeceu.


Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque os olhos do vento
Se esbugalharam contra os meus.


Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque o Gaio deixou de cantar
E a seara não deu trigo maduro.


Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque ser amigo demora
E as palavras deixaram de ser sentidas.


Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque desacreditaram os poetas
E esqueceram as laranjas da madrugada.


Não pensem que vou desistir da vida,
Só porque uma árvore morreu queimada
E a rosa murchou no umbral da tua casa.


Não pensem que vou desistir da vida.
Não pensem que vou desistir da vida.
Sobra-me o espanto e tanto atrevimento.



Maria José Areal



Biografia
Nasceu em 13 de Fevereiro de 1951, na freguesia de Cristelo-Covo, concelho de Valença, de onde saiu , como emigrante, para os E.U.A. no ano de 1967, regressando dois anos depois, para reiniciar os seus estudos no Colégio de Nossa Senhora de Fátima, em Valença.
No ano de 1975 concluiu o Curso do Magistério Primário, iniciando as suas funções docentes na Telescola de Riba de Mouro-Monção.
Entre o ano de 1978 1 1985, integrou o Projecto “Educação Física e Desporto Escolar” nas escolas do 1º Ciclo dos concelhos de Vila Nova de Cerveira e Valença, considerando um dos momentos altos, em termos de aprendizagem, na sua carreira.
No ano de 1986 matriculasse na Universidade Portucalense, concluindo a Licenciatura em Ciências Históricas, no ano de 1990.
Passa pela Universidade do Minho, onde conclui a parte curricular do mestrado em Demografia Histórica, encontrando-se no ano de 1999 a frequentar o Doutoramento na Universidade de Santiago de Compostela na Galiza.
Desde a ano de 1995 até 2007 foi Directora do centro de Formação de Professores de caminha e Vila Nova de Cerveira.
Actualmente é docente voluntária na Universidade sénior de Cerveira, nas disciplinas de Expressão Corporal e História da Oralidade: e é também voluntária na biblioteca de Cerveira onde "dirije" um clube de Leitura.
Casada com o Arqº. Jaime Areal e mãe do Luís Carlos, reparte o seu tempo nas coisas da vida. A dança e a poesia são o seu vínculo mais real ao universo da fantasia.

Obras da autora

Pedaços de Mim - Maio 1999
À Deriva - Fevereiro 2004
Sabor a Sal e a Mel – Maio de 2006
Pedaços de Memória - Itinerâncias no tempo e no espaço". Composta por 27 histórias verdadeiras, de 7 autores, (grupo de alunos da História da Oralidade) sobre a sua coordenação.



Biografia cedida por um familiar da autora.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PARABÉNS PARA MIM

Para todos os que habitualmente passam por este espaço, neste dia que é o do meu aniversário,
fiquem um pouco e sirvam-se do bolo e champanhe virtual, usando a imaginação para sentirem o sabor...

(fotos do Sr. Google)