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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

ADÍLIA LOPES

Foto daqui


Arte Poética


Escrever um poema 
é como apanhar um peixe 
com as mãos 
nunca pesquei assim um peixe 
mas posso falar assim 
sei que nem tudo o que vem às mãos 
é peixe 
o peixe debate-se 
tenta escapar-se 
escapa-se 
eu persisto 
luto corpo a corpo 
com o peixe 
ou morremos os dois 
ou nos salvamos os dois 
tenho de estar atenta 
tenho medo de não chegar ao fim 
é uma questão de vida ou de morte 
quando chego ao fim 
descubro que precisei de apanhar o peixe 
para me livrar do peixe 
livro-me do peixe com o alívio 
que não sei dizer 

Adília Lopes, in 'Um Jogo Bastante Perigoso'



terça-feira, 18 de setembro de 2018

MARIA JOÃO BRITO DE SOUSA

                                   IMAGEM DE UM DOS BLOGUES DA AUTORA



UM LENÇOL DE ÁGUA PURA E LINHO CRU
*


É lençol de água pura e linho cru,
Este amor que se expande e gratifica,
Que não tem voz, mas te trata por tu
E em ternura te eleva e multiplica,


 Tal qual nasce um menino e, todo nu,
Reduz a nada a extrema dor que implica
O parto, essa memória de baú
Que se relê quando já nada a explica.


 Cobrimo-lo de panos pra que aqueça,
Amparamos-lhe a queda, se tropeça,
Tentamos dar-lhe tudo, nada tendo,


E o mesmo fazemos, sem sabê-lo,
Se a mão nos obedece ao estranho apelo
De um verso que nos nasce e vai crescendo.





BIOGRAFIA DA POETISA, ESCRITA PELO SEU PRÓPRIO PUNHO

O meu nome é Maria João Brito de Sousa.
Nasci em Lisboa, no dia 04 de Novembro do ano de 1952, mas fui registada no Concelho de Oeiras por expressa vontade de meu avô, o poeta António de Sousa que, tendo deixado Coimbra para fixar residência em Algés, passou a nutrir profundo afecto pelo Concelho onde desde sempre residi.
Coube-me em sorte ser neta de um dos "grandes" do Modernismo e poder conviver com alguns dos maiores nomes da poesia do século XX.
Vitorino Nemésio, Miguel Torga, Natália Correia, David Mourão Ferreira, Virgínia Moura, Manuel Ribeiro de Pavia, Guilherme Filipe e José Régio, entre muitos outros, foram pessoas com quem privei desde os meus primeiros tempos de vida e de quem, se assim se pode dizer, fui "absorvendo" conhecimentos, aguçado espírito crítico e paixão pela criatividade e pela escrita.
Decidida a trabalhar e a casar-me cedo, abandonei os estudos acadêmicos mal terminei o curso complementar dos liceus, no então Liceu Nacional de Oeiras, hoje Escola Secundária Sebastião e Silva, onde frequentei a alínea de Germânicas.
Trabalhei como intérpetre para a Agência Abreu durante cerca de dois anos, acabando por deixar o cargo aquando do nascimento da minha filha mais velha, em 1973.
Desde o ano 2000 e enquanto a saúde mo permitiu, fui membro da Associação de Artistas Plásticos - Paço De Artes, sediada no Alto da Loba, Concelho de Oeiras e, nessa qualidade, participei em inúmeras exposições de pintura de carácter colectivo e de uma individual, na sala Elisiário Carvalho - salão nobre da Associação - sob a temática Auto-Retrato, em 2007.
Dessas muitas exposições, destaco a Colectiva da Fundação Marquês de Pombal, a Colectiva da Escola Náutica Infante D. Henrique em Dezembro de 2000, a Colectiva de Setembro de 2005 na Galeria Verney e, dentre as muitas mostras anuais, a do salão nobre do Clube Recreativo de Paço de Arcos e a Colectiva, na Galeria Viagraça, em Lisboa, por ocasião do lançamento do livro Poemas de Mim, de Ezequiel Francisco, bem como de uma Colectiva em 2004, no Instituto de Estudos Tecnológicos de Cascais.
Foi ainda enquanto membro activo da Paço de Artes que, em Abril de 2006 participei na acção de formação, promovida pela CultDigest,"Gestão das Actividades Associativas - Produção e Organização de Projectos Culturais - 1ª edição", com frequência dos módulos"Gestão de Projectos" e "Contexto Jurídico das Associações".

Em Janeiro de 2000, estreara-me, no âmbito das exposições individuais, em Lisboa, na Voz do Operário, onde, no salão João Hogan, tive expostas vinte e oito telas sob o título Promessas Traídas, tendo ainda participado na Voz D`Arte - Primavera 2000, no hotel Roma, em Lisboa.

Sou também membro da Associação Portuguesa de Poetas, ainda que por motivos de saúde me não tenha sido possível comparecer às reuniões do colectivo desde 2009, e tenho apenas três livros publicados; Poeta Porque Deus Quer, Autores Editora, 2009, Pequenas Utopias, Corpos Editora, 2012 (World Art Friends) e Almas Gémeas, em Março de 2016, uma edição que me foi ofertada pelos poetas e grandes amigos Joaquim Sustelo e Albertino Galvão, sob a chancela da Euedito. Colaborei, ainda, com várias Antologias Poéticas editadas anualmente também por Joaquim Sustelo a cada aniversário do conceituado site de poesia "online" - Horizontes da Poesia.

Vários sonetos meus foram editados, em 2014, na colectânea de poetas lusófonos Enigma(s), sob a chancela da Sinapis Editores - Editorial Minerva - e nas antologias "Tertúlia da Gandaia"I e II, Hórus Editora, 2016, bem como na Antologia da Academia Virtual de Letras, no mesmo ano.

A minha produção literária tem-se espraiado e adquirido a dimensão de vasta obra poética, nestes últimos dez anos de completa e diária entrega ao trabalho de produção, maturação e partilha "online" do poema - clássico e também modernista -, na Web, nos blogs que criei na plataforma Sapo no dealbar do ano de 2008, na Academia Virtual de Letras - Intenção e Gestos, no site Horizontes da Poesia e na página autoral que mais recentemente criei no Facebook, bem como na Colectânea Literária Oline - Fenix, onde me foram gentilmente oferecidas pelos escritores Carmo Vasconcelos e Henrique Lacerda Ramalho duas colectâneas individuais; uma de trabalhos de expressão plástica e poesia e outra contendo apenas sonetos.
Muito recentemente, fui ainda convidada a participar com dezoito sonetos e várias parcerias em glosas - com meu avô António de Sousa, Fernando Pessoa, Antero de Quental, Florbela Espanca e Maria da Encarnação Alexandre -, no blogue O SECULAR SONETO, criado pela poetisa Regina Coeli e inspirado na obra do poeta brasileiro Vasco de Castro Lima, "O Mundo Maravilhoso do Soneto".
Já no ano de 2016, integrei o grupo de quinze munícipes oeirenses que, em conjunto com elementos da Câmara Municipal de Oeiras e da Fundação Aga Khan, foram convidados a participar na delineação do Modelo de Funcionamento do Forum Oeiras Sénior, uma estrutura de apoio direccionada para a população mais idosa, no sentido de garantir a sua participação social no contexto de um envelhecimento mais digno, mais saudável e mais participativo.

Agraciada em Outubro de 2017 com um Título Honorífico no âmbito da Arte Cultura pela Assembleia da Freguesia de União de Freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias.
 

sábado, 21 de julho de 2018

quarta-feira, 11 de julho de 2018

POR AMOR

Continuo a Homenagem a esta poetisa do Barreiro


Por Amor

Quando em nós nasce o amor é intenso
que mais não vemos que essa luz divina.
E faz da nossa alma peregrina,
caminho, às vezes, dum calvário imenso.

Tem o perfume do mais raro incenso.
Marca o destino, a boa ou má sina.
Poderoso senhor que nos domina,
o Deus e o carrasco a quem pertenço.

Mas não amar é junto à dor ter mágoa,
implorar no deserto a gota de água,
ter fome aonde todos negam pão.

Façam do amor, caminho dos seus passos.
Por amor tem-se o peito em mil pedaços
e ainda dá-se inteiro o coração!

Maria Helena Bota Guerreiro 

sexta-feira, 22 de junho de 2018

MARIA HELENA BOTA GUERREIRO


Durante um tempo , e à semelhante do que já fiz com Alda Lara, vou homenagear neste espaço uma poetisa do Barreiro, que conheci nos idos anos 70, infelizmente já falecida. Espero que vos agrade tanto, quanto a mim. Por Favor cliquem no poema para ampliar.



Biografia
Maria Helena Bota Guerreiro, nasceu no Barreiro, a 23 de Janeiro de 1924. Iniciou-se na poesia aos 10 anos. Foi premiada 35 vezes em Jogos Florais e vários Certames literários. Grande parte da sua obra encontra-se espalhada por inúmeras coletâneas de Poesia Publicou o seu primeiro livro, "BRISAS E NORTADAS" em 1967. Dedicou 25 anos ao ensino primário, tendo pelas crianças uma grande ternura.Viria a falecer a 14 de Fevereiro de 2007



quarta-feira, 16 de maio de 2018

PERDIDAMENTE - Antologia de poetas lusófonos contemporâneos

Decorreu no dia 13 de Maio, no hotel Sana em Lisboa o Lançamento da Antologia de poesia  PERDIDAMENTE  volume III no qual colaboro com dois poemas. Deixo-vos com um dos poemas, que os mais antigos talvez já conheçam





                     Louca Perigosa

Deixem-me ir para a rua
quero gritar
chorar
cantar.
Quero levantar bem alto
a bandeira
do desespero.

Quero rir-me de ti
de mim
de todos nós.
Quero que os bandidos
chorem
a dor
e a vergonha
de o serem.

Quero dar pão
A quem tem fome
e dar água aos sedentos.
Quero dar amor
carinho
ternura
a quem vive só.

Quero sofrer com o presidiário
e sorrir feliz com os noivos.
Quero dar um lar aos órfãos
E trabalho a quem o procura.
Quero que todos os políticos
unam esforços
numa aliança firme
por um mundo melhor.

Quero acabar com o terrorismo
e as penas de morte.
Quero acabar com a fome
a poluição,
e a guerra.

Deixem-me ir para a rua
Deixem-me erguer bem alto
a minha bandeira.
E escrevam depois nos jornais
Que anda por aí à solta
Uma louca perigosa.


Elvira Carvalho 

in  "perdidamente" vol III páginas 179/180

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

DIA DOS NAMORADOS - SOLANGE RECH



Imenso amor o meu

Imenso amor o meu, tão grande
Que minha alma, liberta da couraça
Do egoísmo, da mágoa, da aridez,
Vive no espaço que esse amor lhe traça.
Dia após dia, mês depois de mês,
Sigo teus passos, preso à tua graça.
És a resposta a todos os porquês
E a afirmação de que nem tudo passa.
Quando disseste “vem comigo”, eu vim
Pois eras a esperança, eras meu sonho
Mais divino, mais puro, mais pudico.
Como a lei natural impõe um fim,
Morra eu, que de matéria me componho,
Mas nunca morra o amor que te dedico
Solange Rech
Nota: Num blogue de poetisas, abro uma exceção hoje, não só porque gosto muito do poema, mas porque o poeta usava um pseudónimo feminino.
Aqui a biografia

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

DALILA MOURA



Travessia de um abraço


O dia acendeu-se por entra a chuva
e todo o lume gotejou sobre os meus olhos
enquanto o tempo envelhecia.
Divinos são os pingos
que se abrigam entre os frutos
e despois escorrem para o mar
ampliando as estrelas e os barcos
onde descansam as marés!
Tudo é colheita,
na limpidez da água,
onde navega o coração na travessia de um abraço!






BIOGRAFIA


Dalila Moura Baião nasceu em Santo Estêvão – Benavente, a 8 de Novembro e vive em Setúbal.
É Professora, com Doutoramento Europeu, em Ciências da Educação, realizado na Universidade de Huelva.
Exerce a sua actividade profissional em Setúbal, no Agrupamento de Escolas, Lima de Freitas. O seu percurso profissional encontra-se ligado à Educação pela Arte, possuindo nesta área o curso de Estudos Superiores Especializados e um curso de Teatro e Expressão Dramática. Possui o Diploma de Estudos Avançados na Área do Conhecimento – Didáctica e Organização Escolar, pela Universidade de Huelva. Foi Docente de Prática e Reflexão Pedagógica do 2º e 3º ano do Curso de Licenciatura em Professores do Ensino Básico, da ESE de Setúbal. Formadora com Certificado de Qualificação na área e domínio C05 Didácticas Específicas, com aplicação a professores do 1º ciclo do ensino Básico.
A autora de “Momentos” (1983), “Varandas de Luar” (2009), “Amar em Chão de Mar” (2010) , “Quando o Mar Corre no Peito” (2015), que participou no “II Concurso de Poesia da Associação cultural Draca”, tendo obtido o 1º prémio, com o poema: “Poema Incompleto – a Pina Bausch”, apresenta-nos em 2016, o poemário: “No Fio da Memória” e em 2017, o livro Infanto-Juvenil “A Gruta de Corais”.



FONTE  A

sábado, 20 de janeiro de 2018

BÁRBARA LIA


Flor escandalosa

Meu pai sonhava o deserto
E viveu ao lado do amor
Rimbaud sonhava as areias
Também reinventar o amor
Rimbaud viveu no deserto
Meu pai morreu de amor
Meu pai surfava o mar de estrelas
Com um teodolito da cor da destemperança
– verde oliva que tende ao amarelo –
Quando eu dormia ele soprava
Sementes de poesia
Por cima das minhas cobertas
Rimbaud passava noites inteiras
Regando com um regador de nuvens
Minha alma de fogo e a semente
Nasceu esta flor escandalosa
Misto de estrela e rosa
Da cor dos olhos do amor
E do deserto sonhado
Por meu pai e Rimbaud
Meu pai viveu em poesia
Nunca escreveu um verso
Rimbaud desistiu bem cedo
Meu pai sabia; sabia Rimbaud
O vento que atravessa a cortina
Traz a voz de ambos, mixada:
Ilumine o verbo!
Incendeie a alma!
Faça de corações desertos
Cactos em flor
Sangue em ebulição

 Bárbara Lia



BIOGRAFIA  AQUI

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CARMEM CECÍLIA

SEM MEDIDA


Meu amor por ti é sem medida
Não tem nada de comedido
Ou de arrependido
Você é meu sexto sentido em todos os sentidos

Não há distancia, pois nada nos distancia
Nem ao menos a geografia
Buscamo-nos a cada momento
Seja na fotografia ou no pensamento

Temos ligações cármicas.
Não importa se atravessamos o Atlântico
Nossos beijos têm o gosto salgado
Do oceano e do rosto de lágrimas molhado

Visualizo a todo instante teu ser
E tu vens como num sopro me rever
Nossos corpos unem-se num intenso prazer
Pois a alma nos enleva e tudo releva

E assim nos buscamos a cada instante
E nessa telepatia frequente 
Vamos seguindo em frente
Até sermos um do outro novamente.
                                                                             
Para sempre doravante!


Carmen Cecília





Biografia AQUI



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

MARIA DA SAUDADE CORTESÃO







PRIMAVERA


A Musa que passava
Não era a que sabias.
Vinha em lua minguante
A espaços vestida
Por espelhos azuis
E narcisos de frio.

Que remanso tão meigo
Em seus peitos havia!
Que miosótis de leite
Em suas veias tíbias,
Três tangentes tocavam
O seu coração dúbio.

Não lhe soubeste o corpo —
Terra da madrugada
Que se dava ferida,
Nem os seus cursos de água.
Olhavas tão ao longe
Enquanto o amor te olhava.

Biografia AQUI

terça-feira, 23 de maio de 2017

INÊS LOPES.





Traída em pensamento

Teus olhos cor do mar
Me encantaram quando os vi
Teu cabelo cor da noite
Me veio ensombrar a vida

Vivo esta paixão doentia
Toda a noite e todo o dia
Não consigo tirar-te da mente
Desde o primeiro dia

Ao sol recordo tua pele
Bronzeada e tão macia
Á noite quando me deito
Sinto um cheiro que inibira

Sei que me amas
Sei que me queres
Mas sinto que pensas
Nas outras mulheres

Recorda o momento
Em que escrevo este poema
Pois será o primeiro dia
Do resto das nossas vidas.

Deitada no nosso leito
Com a minha cabeça em teu peito
Sinto que já fui traída
Nem que seja em pensamento.


Biografia AQUI

segunda-feira, 1 de maio de 2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

DIANA DE MOURA



          Oh Abril!

Abril deu-me asas
e convidou-me a ouvir
baladas diferentes
Segui-o,
segui-o a pensar
que hei-de sempre
aprender
se for para a frente
Segui-o com a convicção
do poder
me contentar
com o que ele me quiser
prendear
porque o ouro já possuo
no meu coração.
Oh Abril Esperança,
que me leva a aventurar
Em céus
com as cores do arco-iris
Oh Abril, que abres as portas
dos lares solitários
e invades os jardins
com risos infantis
Oh Abril
o sol também brilha
na cabeça do velhinho
que aspira a um cantinho
numa janela adornada
de manjericos
para seguir a memória longínqua
Oh Abril, a brisa também
suave suspira
no doente
que adormece
sob o olhar quente
duma alma carinhosa
que ainda e crente
Oh Abril
se possível fosse
dar-te a mão
e levar-te aos carentes
aos famintos
aos sedentos
e fazer nascer jardins
e fazer jorrar a água
das fontes ressequidas
pelo mau tempo
erigia-te um templo.


Diana de Moura, Halifax, Canadá


email: diana@portugal-linha.pt



Biografia. Encontrei vários trabalhos da autora, porém nenhuma biografia que vos possa deixar.


Bom Feriado

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MARIA AZENHA












 
era o som da água da noite

era o som da água da noite
entrava no quarto  e cantava
através
de uma voz ausente

ao longe era um sino e um aquário
- que segurava  entre mãos -
tão  alvo,
tão incandescente,
que derramava ouro  pelo chão

vinha  com um nome de água  numa ânfora azul 
descendo  um rio  lilás 
na agonia de um  relâmpago

e era um muro de luz onde  floriam sílabas exatas

atravessava  minha mão  cheia de sombras
num girassol verde

dentro de suas máscaras há um silêncio perfeito


maria azenha 
 



Biografia AQUI

sábado, 24 de setembro de 2016

ISABEL FERREIRA




De Lírios

Sacudi madrugada
Quaamantdespeitada
S
uporteo sonho promíscuo

Palavras na lavra
Oc
ultdtuboca
Perdem-se nas paredes do tecorpo ...

despertar
U
m prometido





Biografia AQUI

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

PATRÍCIA TENÓRIO



Detalhes (tão pequenos) de nós todos

Sou uma escritora
De aromas
Escrevente
De amores
Que tombam
Assim
Entre os meus braços
E caem
Assim
Sob os meus olhos
De amante da vida
Amante dos sonhos
Nos mínimos e mínimos detalhes


Biografia Daqui



Patricia (Gonçalves) Tenório escreve prosa e poesia desde 2004. Tem dez livros publicados, O major – eterno é o espírito (2005), As joaninhas não mentem (2006), Grãos (2007), A mulher pela metade (2009), Diálogos e D´Agostinho (2010), Como se Ícaro falasse (2012),  Fără nume/Sans nom (Ars Longa, Romênia, 2013), Vinte e um/Veintiuno (Mundi Book, Espanha, abril, 2016), e A menina do olho verde (livros físico e virtual, Recife e Porto Alegre, maio e junho, 2016), traduzido para o italiano por Alfredo Tagliavia, La bambina dagli occhi verdi, a ser publicado em setembro, 2016 pela editora IPOC – Italian Paths of Culture, de Milão.  Defendeu em 17 de setembro de 2015 a dissertação de mestrado em Teoria da Literatura, linha de pesquisa Intersemiose, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, “O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: um romance indicial, agostiniano e prefigural”, com o anexo o ensaio romanceado O desaprendiz de estórias (Notas para uma Teoria da Ficção), sob a orientação da Profª Dra. Maria do Carmo de Siqueira Nino, a ser publicada em outubro, 2016 pela editora Omni Scriptum GmbH & Co. KG / Novas Edições Acadêmicas, Saarbrücken, Alemanha. 










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