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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ELIANA MORA



Redenção


Quando chego
a sonhar que voei
de verdade
sonhei mais do que voei
[na realidade]
E quando vou abrir os olhos
sem sequer tê-los
fechado
deparo-me com grades
de brinquedo
[que se abrem na
maior facilidade]
Mas que parecem
feitas da argamassa escura
de Shawnshank
[ficção]
ou de Alcatraz
[realidade]
E no entanto vejo
o sol acordar
na minha janela
mostrando de maneira
nem discreta
nem singela
que de fato não estou
numa prisão

E me pergunto
se cheguei a acreditar
um dia
em sair da extrema
fantasia
de me livrar destas paredes
[me livrar deste chão]
Liberdade muitas vezes
é feita com parceiros
uma coisa
que parece
entrar em choque
Com o visgo
que nos liga a muitos
[e invisíveis]
carcereiros



Biografia


Eliana Mora  nasceu no Rio de Janeiro.  Jornalista  trabalhou em revista,  na radio e TV e faz assessoria de imprensa.
Faz parte do movimento modernista Poetrix, com uma antologia já editada, e do grupo Escritas com duas antologias. Em 2003 publicou o seu primeiro livro a solo intitulado  Mar e Jardim.

A autora tem dois blogues nos quais poderão encontrar muitos dos seus poemas. Aqui ou Aqui