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quarta-feira, 21 de março de 2012

DIA 21 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA POESIA



  hoje falaram-me de amor

hoje falaram-me de amor
gritaram-me aos ouvidos a palavra amor
disseram-me que o amor é amor e
as pessoas choram em casa fechadas
na televisão que trazem dentro do peito
 
com a palavra amor fazem-se grandes coisas
não sei se já ouviram
mas hoje falaram-me de amor
 
as folhas descidas em maio chovem nos passeios
podem ser gravadas numa caixa de lágrimas
lembram gotas da chuva que caem em cima dos pobres
porque há amor e pobres para amar na palavra amor
 
habito desde sempre um lugar de pedras
dou-me conta que a palavra amor
deve custar muito dinheiro


Maria Azenha
 




Biografia :  DAQUI
 Maria da Conceição da Silva Rodrigues Azenha nasceu em Coimbra em 29 de Dezembro de 1945. Licenciou-se em Ciências Matemáticas pela Universidade de Coimbra. Exerceu funções docentes nas Universidades de Coimbra, Évora e Lisboa e em escolas secundárias. É actualmente professora de Matemática na Escola de Ensino Artístico António Arroio.

Obras:
  • Folha Móvel (Edições Átrio, 1987); 

  • Pátria d'Água (Edições Átrio 1991);

  • A Lição do Vento (Edições Átrio, 1992); 

  • O Último Rei de Portugal (Fundação Lusíada, 1992); 

  • Concerto Para o Fim do Futuro (Ed.Hugin,1999); 

  • O Coração dos Relógios (Edições Pergaminho, 1999);

  • P.I.M. (Poemas de Intervenção e Manicómio) 

    (Universitária Editora, 2000).
     
Está representada nas seguintes antologias:
  • Madrugada 2 (Edição do Movimento de Escritores Novos 1982);

  • Madrugada 3 (Edição do Movimento de Escritores Novos 1983);

  • Anuário de Poesia 1 (Assírio & Alvim, 1984);

  • Anuário de Poesia 2 (Assírio & Alvim, 1985);

  • Anuário de Poesia 3 (Assírio & Alvim, 1986); 

  • Anuário de Poesia 4 (Assírio & Alvim, 1987); 

  • Água Clara (Edições Património XXI, 1988); 

  • Hora Imediata (Hora Extrema) (Edições Átrio, 1989); 

  • Viola Delta (Edições Mic, 14º Volume 1989);

  • Antologia de Homenagem a Cesário Verde (Edições da Câmara

  • Municipal de Oeiras, 1991); 

  • Simbólica 125 Anos (Ateneu Comercial do Porto, 1994).
     

segunda-feira, 21 de março de 2011

HOJE É PRIMAVERA E DIA MUNDIAL DE POESIA





 Foto de EUDORA PORTO


Porque começa hoje a Primavera, mas é também o dia Mundial de poesia, mas sobretudo porque se apresentará hoje o PEC 4 no Parlamento, e todas nós mulheres e mães estamos muito preocupadas com a situação actual deste País que parece uma jangada  à deriva pelos mares da desilusão, resolvi postar hoje um poema de uma poetisa que já repete neste blogue, mas que acho muito a propósito. Maria José Areal. Para quem não conhece, e deseja saber mais sobre a autora é só procurar  aqui  .


JANELAS DE ESPERANÇA

Abram-se as janelas
Da esperança!

Neste tempo de desilusão
O mundo entulha-nos
Com pactos de desgraça,
Ondas de desdém,
Ventos de cobiça
Arremessando a esperança
Para o universo do sonho.
É o desamor
Que assola este tempo
No tempo de todos nós.

A criança caminha
Sem rumo certo,
O jovem não vê
As coordenadas do caminho
Os homens e as mulheres
Procuram na noite o abrigo
Para tamanha dor.

A incerteza cultiva a desgraça
E... não sabemos por onde ir.

Abram-se as janelas da esperança!


Maria José Areal  (do seu livro "À Deriva")

A TODOS OS QUE POR AQUI PASSAM, UMA EXCELENTE SEMANA
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