na noite onde se despenham as ravinas,
o corpo insidioso arrastando o mar, a boca,
os joelhos sonâmbulos,
os barcos que se cobrem de limos, grãos de areia,
esquecimento.
As harpas do horizonte ergueram-se já,
como árvores frondosas.
Nas colmeias de sangue, fervilha a rosa,
a corola verde, o tumultuoso nome,
o timbre infinito.
As ancas, os ombros, as falésias flutuariam,
na noite,
no vazio errante de um coração silábico
que se abre, suspenso,
por dentro das estrelas, à deriva.
No vazio leve das miragens, esconde-se,
nas vindimas da noite,
o corpo dormente da eternidade que rebenta,
silenciosa,
nos punhais ébrios de salsa, cinza,
aspergindo, na névoa minuciosa,
o ruir das telhas, entre ervas, dedos,
acariciados lentamente.

10 comentários:
Grato abraço por me dar a conhecer !
Bom fim de semana, amiga :)
Gostei muito da poesia! bjs,tudo de bom,chica
Elvira, boa noite.
Não conhecia este belíssimo poema, adorei o momento.
Beijinho.
Olá, Elvira!
Lindo poema.
bjn amg e bom domingo para você
Maravilhoso poema, como sempre!
Beijo, bom Domingo.
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Olá, estimada Elvira...
Já conhecia a autora e o poema, que não é nada fácil de comentar. Agora, estou como a Elvira, ou seja, percebemos o k está escrito, mas não conseguimos encontrar palavras, que exprimam o k sentimos.
Penso k este poema descreve um encontro de amor, onde todo o corpo é trabalhado, mexido, saboreado, tal como nas vindimas.
Beijos para todos vós.
Excelente escolha, lindo poema.
Obrigado pela partilha.
Beijinhos
Maria
É um belo poema.
Como sempre, vou dar uma olhadinha no "mais".
Abraços e feliz dia.
Oi Elvira,
Linda poesia, fui dar uma espiada nas outras e adorei.
Beijos
Lua Singular
Olá, estimada Elvira...
Mto agradeço a sua visita e comentário. Sei k percebeu o k escrevi e isso é o mais importante para a Elvira, em primeiro lugar, e depois para quem escreve, portanto para mim. Os meus poemas são de fácil compreensão, pke eu escrevo para toda a gente e a escrita não pode, nem deve ser elitista.
a minha mão está um pouco melhor, mas tem ainda um longo caminho para percorrer. O poema foi passado para o blogue por uma colega e amiga, visto k eu só escrevo com a mão esquerda.
beijinhos para todos e um em especial para a Nita.
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