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terça-feira, 16 de setembro de 2008

MARIA TERESA HORTA

foto da net

Desperta-me de noite

Desperta-me de noite
O teu desejo
Na vaga dos teus dedos
Com que vergas
O sono em que me deito

É rede a tua lingua
Em sua teia
É vicio as palavras
Com que falas

A trégua
A entrega
O disfarce

E lembras os meus ombros
Docemente
Na dobra do lençol que desfazes

Desperta-me de noite
Com o teu corpo
Tiras-me do sono
Onde resvalo

E eu pouco a pouco
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vais descobrindo vales.

Maria Teresa Horta


Biografia
Escritora portuguesa, natural de Lisboa. Estudou na Faculdade de Letras de Lisboa, enveredando depois pela carreira jornalística. Dirigiu o ABC Cine-Clube e fez parte do grupo Poesia 61. Colaborou em jornais e revistas (Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Jornal de Letras e Artes, Hidra 1, entre outros) e foi chefe de redacção da revista Mulheres. Feminista, publicou, com Maria Velho da Costa e Isabel Barreno, as Novas Cartas Portuguesas (1971), cujo conteúdo levou as autoras a tribunal. A sua obra encontra-se marcada por uma forte tendência de experimentação e exploração das potencialidades da linguagem, numa escrita impetuosa e frequentemente sensual. Estreou-se com a obra poética Espelho Inicial (1960), a que se seguiram, Tatuagem (1961), Cidadelas Submersas (1961), Verão Coincidente (1962), Amor Habitado (1963), Candelabro (1964), Jardim de Inverno (1966), Cronista Não é Recado (1967), Minha Senhora de Mim (1971), Poesia Completa (1983, dois volumes), e as obras de ficção Ambas as Mãos sobre o Corpo (1970), Ana (1975), A Educação Sentimental (1975), Os Anjos (1983), Ema (1984), O Transfer (1984), Rosa Sangrenta (1987), Antologia Política (1994), A Paixão Segundo Constança H. (1994) e O Destino (1997). Em 1999, lançou a obra A Mãe na Literatura Portuguesa, constituída por uma longa introdução da autora, depoimentos de várias individualidades, uma antologia de poesia e prosa de escritores portugueses e no fim um conjunto de quadras e provérbios, tudo em torno da temática da mãe. Em 2001, publica Minha Senhora de Mim

biografia da net

Biografia da net

9 comentários:

São disse...

Olá, Maria Elvira!
Que maravilha ler Teresa ao som de Serrat, cantando Machado!!
Eu já lhe enviei tudo pelo e-mail(sem 328), espero eu: é que tentei quatro ou cinco vezes!!
Um abraço grato.

Multiolhares disse...

Teresa Horta canta o amor com erotismo,
Poeticamente lança chamas de vulcão
beijinhos

Multiolhares disse...

Teresa Horta canta o amor com erotismo,
Poeticamente lança chamas de vulcão
beijinhos

O Profeta disse...

Frágil e palpitante luz
A beleza é feita de ternos murmúrios
A voz quebra a quietude do silêncio
A chuva leva a terra ao encontro dos rios

Não há fracassos no sonho
Caminhei nas nuvens para te ver do alto
Abri os braços ao relâmpago
Desci à terra, senti nos pés o frio basalto


Vem descobrir qual o caminho


Bom fim de semana


Mágico beijo

lua prateada disse...

A gentileza e o amor de uma pessoa podem mudar a vida de milhares,por isso neste fim de semana dá a todos que encontrares o amor e gentileza de que precisam.
Óptimo fim de semana...
Beijinho prateado com carinho

SOL

Saia Curta disse...

Obrigada pelo sua visita em meu blog, teatro ,poesia se misturam numa fantasia fantástica.
Viajamos acordados, esta foto é linda..
tenha um ótimo fim de semana
com carinho

n@n@

Sophiamar disse...

A sensualidade presente na poesia de Maria Teresa Horta deixa-me arrepiada.É uma das minhas poetas preferidas. Os sentires estão à flor da pele.

Beijinhos

Bem hajas por teres trazido esta minha / nossa poeta.

De Amor e de Terra disse...

Olá Elvira, bom dia!
Obrigada por partilhar connosco esta Poeta e Escritora tão esquecida.
É realmente uma escrita sensual, "à flor da pele" como atrás disse a minha querida Amiga do Blog Sophiamar.
Parabéns, e bom domingo.

Maria Mamede

Deusa Odoyá disse...

Olá minha estimada amiga.
que lindo t texto.
Uma poesia muito caliente e chamativa.
beijos amiga e voltarei sempre.
Fique na paz.

Regina Coeli.

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